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Opinião

Promessas de ano-novo

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A cada novo ano que chega fazemos promessas. São resoluções egoisticamente dirigidas a nós mesmos: fazer um regime, deixar de fumar, praticar exercícios. Poucos se empenham em causas maiores, talvez por achar que uma atitude isolada não obtenha o efeito desejado. Não é verdade. É claro que a paz mundial não virá da noite para o dia, mas concentrar esforços para mudar situações que tragam benefícios para todos é sim possível. Podemos começar com a nossa rua e expandir essa ideia para o País inteiro. Temos visto pessoas nas ruas vociferando contra a corrupção e a lama que tomou conta do Brasil. Essas mesmas pessoas, contudo, são capazes de jogar lixo em via pública, estacionar em local reservado para idoso e furar filas. Que o ano comece então de forma simples, seguindo a lei. Não há delito, por menor que seja, que deva ser ignorado. Vamos respeitar o direito do próximo para aí, então, gritar contra os corruptos com a consciência limpa. Só assim poderemos nos firmar como exemplo de moralidade, porque até então o que se vê é uma falsa moral. Na expansão dessa ideia, o povo brasileiro, depois de um ano de terremotos políticos, pode demonstrar em 2016 que vem, de uma maneira muitas vezes dolorosa, aprendendo com a democracia. Franco Montoro, ex-governador de São Paulo, disse, certa feita, que a cidade é a principal referência para o cidadão, mais que o Estado, por vezes, mais que o País. Pois bem, a cidade será o foco das eleições do próximo ano. Vamos eleger prefeitos e vereadores em 5570 municípios. É hora de demonstrar que as ruas ensinaram uma lição elegendo pessoas que possam realmente mudar as coisas. Essa é daquelas resoluções que podem ser tomadas ouvindo a família, os amigos. O que não pode ocorrer é o prosseguir das manifestações de ódio insano, com a defesa de atos ilegais (ditadura militar, pelotão de fuzilamento). Temos que seguir a lei e isso deve ser feito com a participação de todos. Se vamos mudar, vamos mudar todos juntos. Os gregos, que disseminaram a democracia, defendiam a virtude a moralidade como essenciais para o cidadão. Mas era fundamental dominar os impulsos e agir de acordo com a razão. É o que precisamos fazer hoje no Brasil: sermos racionais para fazer o que precisa ser feito, sem arroubos, sem fanatismo. Se vamos nos bater pela virtude e pela moralidade, que isso seja feito sem desvios, começando em casa e atingindo os níveis mais altos. Que tenhamos um feliz 2016!

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