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Uma baixa de preço, para o consumidor, seja em que produto for, é saudada com alívio e felicidade. Afinal, subida de preços continua sendo a atividade mais comum no Brasil, mesmo que durante oito anos esse ascender constante fosse maquiado e menosprezado como se os consumidores tivessem perdido a sensibilidade no bolso. Causou alívio, para o consumidor, portanto, o anúncio do esforço para se baixar o preço do álcool combustível. A notícia foi produto da primeira reunião entre os produtores de açúcar e álcool com o presidente Lula. Uma boa notícia, mas seus efeitos sobre o preço geral dos combustíveis não deve ser superestimado, afinal toda a máquina de transporte brasileiro ainda se move majoritariamente através dos derivados do petróleo. Além disso, nem só de gasolina, diesel e álcool se move a economia brasileira. Outros insumos têm de ser levados em consideração na hora de se fazer as contas. Mas a boa notícia mesmo é se essa prática de reunião entre empresários e governo se tornar uma política com objetivo de se definir estratégias para o País. Para tanto, não basta se fazer reuniões nas vésperas das crises. Daí, no máximo, se produzirão razoáveis paliativos (como as decisões dessa primeira reunião). O que o Brasil precisa é de projetos de fôlego, onde os cenários de futuro ultrapassem a etapa da previsão e possam ser redesenhados em função de planos concretos, factíveis. Nesse caminho, a melhor das notícias não é a concessão de uma redução de preços eventual e sim a realização da própria reunião ? por sua representatividade e espírito de oportunidade (acontecendo na hora certa e decidindo o que fazer sem mais delongas). Ver esse tipo de prática constituída em política permanente ainda é aspiração a se concretizar, assim como ter ? dessas reuniões ? decisões menos circunstanciais e mais estratégicas. De toda forma, é um bom caminho que começa a ser trilhado e o segmento industrial do açúcar e do álcool continua sendo essencial para o desenvolvimento do País e para a inserção do Brasil competitivo no mercado global. É mais uma esperança acesa.

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