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O marco do ensino superior brasileiro

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Na sua 1ª edição, em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) contou com um número modesto de 157,2 mil inscritos e de 115,6 mil participantes. Popularizado efetivamente em 2004, quando o Ministério da Educação instituiu o Programa Universidade para Todos (ProUni) e vinculou a concessão de bolsas em Instituições de Ensino Superior (IES) da rede privada, à nota obtida no Exame, o Enem segue fazendo história. Usado como única forma de acesso em mais de 90 instituições públicas e 400 instituições de ensino, públicas ou privadas, em 2015 o exame foi aplicado para mais de 5,7 milhões de candidatos. Teve recordes históricos: 13 alunos acertaram as 45 questões, obtendo 1.008,3 pontos na prova de matemática. No Enem passado, a nota máxima ficou em 973,6. Outros 104 atingiram a maior nota em redação, 1.000 pontos. No ano passado, 250 participantes conseguiram nota mil na redação. Houve uma redução, mas o Ministério da Educação considera favorável o perfil geral de desempenho. Por outro lado, mais de 53 mil candidatos zeraram a nota da redação. Isso acontece quando o texto possui desenhos ou informações desconexas; o candidato deixa a prova em branco ou escreve menos de sete linhas; o participante desrespeita os Direitos Humanos; ou não segue o tipo de texto exigido (dissertativo-argumentativo). Mas esse número de redações nota zero em 2015 é bem menor do que na edição de 2014, quando 529.374 alunos zeraram. A maior parte dos candidatos tirou, em redação, nota entre 501 e 600 pontos (ao todo, 1.987.251 estudantes). Quase 1,4 milhão de alunos tiraram mais de 600 pontos. Os números provocam discussões diversas, e estimulam o debate sobre a importância desse processo seletivo, comprovadamente um grande marco no ensino superior brasileiro. Até o ano passado, o Exame serviu para que mais de 1,2 milhão de estudantes em todo o Brasil, recebessem bolsas de estudos integrais e parciais em cursos de graduação em universidades e faculdades particulares. Entretanto, embora seja um indicador importante, o exame precisa ser considerado como parâmetro para avaliar a qualidade da escola. A avaliação pode começar pelo corpo docente, desafiado a potencializar aquilo que terá resultado na formação integral dos educandos, sem restringir o ensino somente à nota do Enem.

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