Opinião
Religiosidade
A palavra religiosidade faz parte do homem desde dos primórdios até aos dias atuais. Não se concebe fazer um análise biopsíquica da criatura humana sem vincular ao conjunto espírito/matéria o sentimentalismo religioso de quaisquer credos por mais antigos que sejam. Inicialmente, necessário mostrarmos a diferenciação entre alma e espírito e a partir daí discorrermos sobre a temática supracitada no presente artigo. Alma, é a inteligência dotada em todos seres vivos; espírito, caracteriza-se pela sua perenidade, ou numa linguagem mais conhecida que vai de eternidade a eternidade; crença, apregoa ser o homem a imagem e semelhança do Criador, que no caso cognominamos Deus, Jave, Jeová, Uxua e ainda Príncipe da Paz. O ser humano acredita sempre existir uma força suprema capaz de alterar, auxiliar ou até mesmo modificá-lo em algo melhor. Os conhecidos materialistas acreditaram e continuam acreditando que tudo é matéria e nada mais; todavia, fatos históricos têm revelado que muitos deles no momento exato da morte clamaram por uma força até então para eles desconhecida. Os céticos duvidam de tudo, mas ao final de tudo aceitam a verdade. Religiosidade, é o rótulo que o cidadão apresenta na hora quando interpelado. Nunca é religioso autêntico, porém, comenta sê-lo. A palavra religião é oriunda do latim conhecido por religare, que significa religação. As civilizações que povoaram nosso planeta, por menos evoluídas que fossem sempre mantiveram reverência ou adoração a seres abstratos ou até mesmos concretos como seres superiores, inclusive clamando por eles nos momentos de dificuldades. Os indígenas, por exemplo tinham como deuses o trovão, relâmpago, o sol e outros fenômenos da natureza. De qualquer sorte sempre acreditaram entre eles a existência de forças estranhas capazes, segundo entendimentos dos mesmos para socorrê-los nos instantes de necessidades e de iminentes perigos. A humanidade por mais eclética que se posicione no globo terrestre, ocupando espaços em todos os quadrantes, não deixa de possuir uma religião, inclusive cultuando as crenças que achar corretas, muitas delas milenares. É bem verdade, que as diversidades religiosas existentes acarretam óbices nos postulados dos credos defendidos, dificultando desta maneira, o raciocínio e o discernimento das pessoas. As religiões mais expressivas sempre foram cristianismo, islamismo, budismo, hinduísmo, bramanismo e outras. Porém, queiram ou não os opositores, o cristianismo é a religião que mais se propaga no mundo, com fatos e documentações reais capazes de mudar o comportamento da criatura humana. As religiões ao longo dos tempos foram tábuas de salvação para pessoas em dificuldades, sobretudo, quando depressivas. Ser religioso praticante é símbolo de grandeza e paz de espírito, consigo e para com os outros. Se queres a paz, busca primeiro entender e assistir outrem, para depois repousares com a consciência tranquila.