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Aumento da passagem exige criatividade

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O ano de 2015 terminou com o País enfrentando séria crise econômica. Em decorrência dela, o governo recebeu 2016 reajustando seu orçamento, pois, enfrentando queda de arrecadação, é obrigado a revisar suas contas. Na sequência da crise, os estados e municípios tentam compor o caixa com mais impostos e aumento de tarifas. Um exemplo? O transporte público. As tarifas de ônibus estão entre os primeiros alvos da elevação de preço no País. Ninguém ignora que esse serviço tem ficado cada vez mais caro. Em 2014, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou cálculos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrando que, enquanto o preço dos ônibus urbanos subiu 111% desde 2002, o custo de um carro novo cresceu 6,3%. Em tradução livre, significa que andar de ônibus ficou mais caro do que comprar um carro zero km. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito, o País encerrou 2015 com uma frota de 90 milhões e 4 mil veículos. Desses, 20 milhões e 56 mil são motocicletas. Em Alagoas, conforme o departamento, havia até dezembro do ano passado 709 mil 401 veículos e 239 mil 509 motos. O problema é que um número maior de veículos nas ruas significa mais congestionamentos. Ou seja, com trânsito lento os ônibus andam mais devagar e isso também se reflete no custo do transporte público. Estudos já realizados, inclusive pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea) mostram que o sistema enfrenta perdas causadas pelos congestionamentos severos e que isso tem reflexo no valor da tarifa. Com ou sem congestionamento, o trabalhador, dependente do sistema coletivo, sente, com essas aumentos, o efeito direto da inflação sobre o seu ir e vir usando o sistema coletivo. O preço da tarifa na capital alagoana, por exemplo, subiu de R$ 2,75 para R$ 3,15, provocando insatisfação nos usuários. Um aumento que pode significar mais dinheiro para as empresas, quanto uma queda de eficiência do sistema Com dificuldade para andar de ônibus, qual a alternativa, já que fechar ruas, atrapalhando a população, e o vandalismo como forma de protesto, não resolvem? Compartilhar caronas, dividir apartamento próximo ao local de trabalho, trabalhar em casa, usar a bicicleta estão entre as dicas para o cidadão enfrentar o problema gerado pelo transporte público.

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