Opinião
Alagoas tem cura?
Não faz sentido reviver um passado distante e nem mesmo um quase presente de poucos meses atrás. Por décadas, Alagoas carrega sobre si o peso de uma letargia de altos e baixos incapaz de livrar-se das amarras desse incômodo sintoma. Parece um paciente sem diagnóstico, medicado por drogas que mais provocaram efeitos colaterais do que propriamente uma perspectiva de reação positiva aos tantos males que lhes causaram. Não importa o ontem, deixemos pra lá e pensemos no agora lembrando Machado de Assis: ?Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito?. Alagoas precisa da juventude sadia inserida na política para nos trazer fatos novos, construir não esperança, mas a realidade de um destino promissor que nos conduza a uma mutação de ideias e conceitos de gestões avançadas. Pena que muitos brasileiros estejam desesperançados com o caos moral que infestou o País. A questão quase impossível de responder é exatamente: até quando continuaremos governados pelos fora da lei? Até quando a corrupção continuará sobrepujando a justiça? Enfim, apesar de ressabiados de tantas decepções, uma luz nos acende a compreensão de que estamos andando na contramão deste momento conturbado vivido pela nação! Os jovens gestores do estado e capital, Renan e Rui, respectivamente, surpreenderam o Brasil com os últimos resultados do desempenho de cada um na avaliação popular. O prefeito foi eleito como segundo melhor e o governador, o primeiro do Brasil. Não se trata de empatia dos que responderam a pesquisa e sim números, os resultados que são evidentes, transparentes. Estaria surgindo um novo perfil de jovens comprometidos com os direitos e deveres dos bons governantes? Estaria Alagoas dando a largada para uma mudança de consciência política? Ainda é cedo pensar assim, todavia é um bom começo. A presença e determinação, a clara demonstração de conhecimento dos tantos e graves problemas do Estado e município em todos os setores, nos acende uma chama de esperança e a certeza de que algo positivamente diferente começa a acontecer. A organização financeira do Estado, a redução dos índices de violência, implantação da escola em tempo integral, início da duplicação Arapiraca/Maceió, a largada para a duplicação da AL- 101 Norte são, sim, sinais de que o Estado letárgico passa por um processo de mudança. Na capital, percebe-se o trabalho de restruturação da educação, obras de mobilidade, unidades de saúde sendo reformadas, Maceió muito mais iluminada, praças, esportes e lazer. Renan e Rui nesses novos tempos nos estimulam a botar fé no bloco dessa mocidade e voltar a acreditar que Alagoas ainda tem cura.