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Reunidos em Davos, ricos ditam rumos

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Os principais líderes da economia mundial se reúnem a partir de hoje, na cidade de Davos, na Suíça, para a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial. Até o sábado, 23, os presidentes das principais empresas do mundo discutem questões econômicas de interesse global. Um comunicado do Fórum, divulgado mundialmente, informa que ?a quarta revolução industrial, que implicará na perda de cinco milhões de empregos nos próximos cinco anos nas principais economias mundiais?, será o tema principal do World Economic Forum (WEF) 2016. Conforme estudo do WEF, esse evento provocará ?grandes perturbações não só no modelo dos negócios, mas também no mercado de trabalho?. Esta quarta revolução industrial ? adianta o Fórum, combinará numerosos fatores como a internet ou a ?big data' (conceito que descreve o imenso volume de dados que impactam os negócios no dia a dia) para transformar a economia. O Fórum Econômico Mundial deve reunir mais de 2500 pessoas, de líderes políticos mundiais a cientistas, jornalistas, empresários e até mesmo celebridades. A maior parte de seus convidados, porém, são líderes do mundo dos negócios, como investidores e presidentes de empresas. Eles vão se debruçar ainda sobre temas como o estado da inteligência artificial e as alterações climáticas. É curioso observar que o Fórum Econômico ocorre no momento em que a riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes. O dado é da organização não governamental britânica Oxfam, e está no relatório intitulado ?Uma economia a serviço de 1%?. Por isso, é importante observar que não é qualquer instituição que consegue reunir, num só lugar, tantos chefes de Estado e de governo, banqueiros, presidentes das maiores empresas do mundo e bilionários. A razão é: eles definem o que deve ser considerado urgente para a humanidade O Brasil será representado por uma delegação chefiada pelo ministro da Fazenda, Nélson Barbosa. Até ontem, o governo brasileiro não havia divulgado quais os temas que seus representantes vão apresentar como estratégias para a retomada do crescimento. Em tempo: Davos tem um rival. É o Fórum Social Mundial, que acontece em Porto Alegre (RS), nos mesmos dias.

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