Opinião
No seu 18� anivers�rio CTB exige atualiza��o
Mesmo com uma legislação severa, o Brasil ainda não conseguiu acabar com a violência no trânsito. Apesar dos avanços registrados, das campanhas educativas, que mostram a necessidade de respeito à faixa de pedestres e aos limites de velocidade, das regras que exigem o uso de capacete, e o estabelecimento da Lei Seca, o País comemora hoje o 18º aniversário do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) consciente de que ainda há muito a fazer. Ao destacar os 18 anos de vigência do Código, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) destaca o valor dessa legislação na formação de uma consciência nacional de que é preciso ter responsabilidade e tornar o trânsito mais seguro. Mas reconhece que, mesmo com mais formação, segurança veicular, regras mais rígidas, o número de mortes é alarmante. O Denatran ressalta que nos 18 anos do CTB, a frota de automóveis em circulação no país cresceu 275%, enquanto as mortes decorrentes de acidentes de trânsito aumentaram 40%. Sem o Código, provavelmente o número de vítimas seria maior. Os dados oficiais são fundamentais para que se tenha noção da importância da atualização, da renovação e aprimoramento da ação de cada um no trânsito. Em dezembro de 2015, o número de veículos nas vias urbanas e nas estradas brasileiras chegou a 90.606.936 unidades. Naquele ano, foram registradas mais de 13 milhões de infrações no território brasileiro. São números grandiosos. Indicam que, ao chegar à maioridade, o CTB precisa atualizar suas regras e normas, aprimoramento que deve incluir a formação dos condutores. Fiscalização e infraestrutura viária, aliada a educação, são instrumentos vitais para a redução do número de acidentes e vítimas nas ruas e estradas brasileiras. Os números do ano passado ainda não foram divulgados, mas as estatísticas de 2014 servem para mostrar que a situação é grave em Alagoas. Nesse ano, um levantamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AL) quantificou 23 mil vítimas de acidentes de trânsito no Estado. Dessas, 836 morreram. O número de vítimas (60%) são motociclistas, pedestres e ciclistas. Já 35% dos mortos eram condutores ou passageiros de motos. Diante de uma realidade tão dramática, há que se investir mais em educação para o trânsito.