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A cidadania no combate ao Aedes

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Um total de 7,48 milhões residências foram visitadas por agentes de saúde, em mais de 2.500 municípios de todo o País, desde o início deste mês, num intenso trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti. E em pelo menos 3% delas ? três em cada 100 casas ? foram encontrados focos do mosquito responsável pela proliferação de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. Desconhecimento? Não! Descuido, mesmo. A essa altura, fica difícil acreditar que exista uma só pessoa de sã consciência neste País que não tenha conhecimento dos cuidados que se deve ter para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Não se concebe o desconhecimento das doenças por ele transmitidas. Não há quem não tenha elementos para dimensionar a gravidade da situação. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casas vistoriadas até agora representa 15,2% dos 49,2 milhões de domicílios em áreas urbanas do Brasil. Para o trabalho de combate ao mosquito, os recursos federais, que cresceram 39% entre 2010 e 2015, passando de R$ 924 milhões para R$ 1,2 bilhão, segundo o Ministério da Saúde, vão aumentar 50% em 2016, em relação ao ano passado, passando para R$ 1,8 bilhão. O propósito é que todas as residências brasileiras sejam vistoriadas até o fim de fevereiro e que todos os criatórios encontrados sejam removidos. Todavia, é preciso mais que isso. É necessário remover a letargia de parte da população em relação ao problema; criar regras padrão, estabelecer sanções, para evitar que esses criatórios voltem a se restabelecer. Como disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, ?prioridade não é matar o mosquito; é não deixá-lo nascer?. E para isso, tem um exército nas ruas. De acordo com o MS, cerca de 312 mil agentes de saúde foram mobilizados, e com eles, um reforço de 1,8 mil miliares. Aliado a isso, a população precisa ter consciência que o combate à proliferação do mosquito não é só responsabilidade do Estado. É papel de cada cidadão ? rico, pobre, velho, menino, homem, mulher ? se engajar nessa batalha. Tem que haver compromisso coletivo. Essa é a arma mais potente pra ganhar essa guerra que tem deixado como rastro uma legião de brasileiros com microcefalia.

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