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Opinião

O direito � sa�de e a liberdade de g�nero

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Amanhã, 29, é o Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais. A data foi criada em 2004, marcando a luta pelos direitos humanos e respeito à identidade de gênero. Um debate sério, todavia polêmico, diante do ultrapassado preconceito que ainda norteia parte da sociedade. Para promover a data, o Ministério da Saúde lançou, ontem, a campanha ?Cuidar bem da saúde de cada um. Faz bem para todos. Faz bem para o Brasil?. A iniciativa oficial tem como foco o atendimento humanizado e respeitoso aos travestis, mulheres transexuais e homens trans nas unidades públicas de Saúde. O MS quer assegurar que os profissionais de saúde, trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) garantam o atendimento considerando as especificidades de saúde dessa população, sem preconceito e discriminação. Os dados mais recentes são de 2012, e estão no 2º Relatório sobre violência homofóbica no Brasil, produzido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O levantamento mostrou que, naquele ano, ocorreram 310 homicídios e 9.982 violações de direitos humanos por homofobia(agressões físicas, violência psicológica, discriminação, etc.). O relatório registrou também um aumento de 166%, saltando de 1.159 (em 2011) para 3.084 (em 2012), o número de denúncias. Mesmo defasado, o relatório serve para mostrar que esse segmento continua enfrentando dificuldade de inserção social. Para travestis e transexuais o acesso à educação, ao trabalho e à saúde, é um direito que precisa ser defendido com muita coragem e determinação. Por isso o aval do Estado, manifestado nessa campanha do Ministério da Saúde reveste-se de grande importância. Ao orientar seus agentes a prestar ao público LGBT um atendimento qualificado, o MS dá reconhecimento e voz a esse grupo. Ao reconhecer que o acesso dessas pessoas pode ser impedido por seus próprios agentes, e atuar para mudar essa atitude, o MS dá aos Trans, a cidadania desejada. Enquanto isso, essas pessoas seguem buscando seu espaço na sociedade, sobrevivendo em meio ao preconceito, lutando pelo direito de ser quem são. A luta ganha reforço com ações como a campanha ?Cuidar bem da saúde de cada um?, do Ministério da Saúde, que os reconhece como sujeitos de direitos tanto quanto qualquer outro segmento social.

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