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Acumuladores s�o um risco � sa�de coletiva

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Na batalha contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika vírus e febre chikungunya, as equipes da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) estão descobrindo em Maceió, um grande número de pessoas sofrendo de acumulação compulsiva ou disposofobia (fobia em dispor das coisas). Um transtorno que causa prejuízo emocional, social, físico e até mesmo legal. É cada vez maior o número de denúncias que a Slum recebe, apontando imóveis completamente tomados por objetos imprestáveis, perfeitos criadouros para larvas do Aedes. Ao investigar a denúncia, a Superintendência descobre os acumuladores. Aos 65 anos, Teresa Maria da Conceição é um exemplo dessa situação, que agora representa risco à saúde coletiva. A casa dela, no bairro do Poço, foi um dos alvos da operação que a Slum realizou ontem, retirando quase 70 toneladas de entulhos em seis imóveis. Embora careça de um diagnóstico médico, o comportamento de D. Tereza é típico da disposofobia. Mas não dá para conciliar, mesmo que se trate de um transtorno. No momento, com o mosquito em ação, aproveitando-se de qualquer espaço para depositar suas larvas, é preciso agir com rigor. Esses locais precisam ser identificados e limpos. É papel de familiares, vizinhos e de quem tem conhecimento de situações assim, informar para que o poder público adote as providências. Em tempos de epidemia, com o País mobilizado, valendo-se inclusive da presença ostensiva de militares do Exército, não é permitido desconsiderar a importância da limpeza urbana. Os riscos provocados pelo Aedes aegypti já mobiliza a Organização Mundial da Saúde (OMS) que, esta semana, anunciou a criação de um Comitê de Emergência para enfrentar a propagação explosiva do zika vírus. A OMS estima que o número de casos, associados à devastadora microcefalia, pode chegar a 4 milhões, em 23 país das Américas. Destes, 1,5 milhão deve ocorrer no Brasil. Portanto, todo cidadão é um soldado nessa batalha para dar fim aos criadouros do mosquito. Não há qualquer sanção ou multa aos acumuladores, apenas a retirada dos entulhos e, se for o caso, tratamento médico e psicológico às pessoas envolvidas. O número 3315-2600 (Disque-Limpeza) está disponível.

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