Opinião
O Aedes agora � uma amea�a internacional
O zika vírus acaba de ser declarado uma emergência de saúde pública de importância internacional. A decisão foi tomada pelo Comitê de Emergências da Organização Mundial de Saúde. O problema, esclarece a OMS, não é o vírus em si, mas sua associação com a microcefalia e outros transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré. Especialistas não sabem ainda quanto tempo levará para que a relação do zika com a microcefalia e outras síndromes seja confirmada ou descartada. Por isso, considerando que a América está diante de uma ameaça ?de proporções alarmantes?, a OMS decidiu não esperar que seja comprovada essa relação, como revelou a diretora-geral da entidade, Margaret Chan. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti - o mesmo da dengue e da febre chikungunya, o zika vírus é apontado como causa da malformação fetal que já pode ter afetado 3.448 bebês em todo o Brasil. Diante da epidemia, o governo brasileiro decretou emergência de saúde pública de importância nacional no dia 11 de novembro, e desde então está em luta contra o aedes. A ação mais recente é o decreto provisório, publicado no Diário Oficial da União, edição desta segunda-feira, 1º, autorizando equipes que atuam no combate ao mosquito a entrar em edifícios e casas abandonados para eliminar focos do vírus. Por aqui, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), alerta gestores de saúde e áreas afins dos 102 municípios alagoanos, a participarem ativamente, amanhã, do Dia Nacional de Mobilização contra o mosquito. Eles deverão visitar todas unidades de saúde e repartições públicas, repassando informações sobre o cenário de epidemia que o País todo enfrenta. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) tem solicitado dos municípios esforços para reduzir a menos de 1% os níveis de infestação do Aedes aegypti. O boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgado ontem, mostra que foram notificados 185 casos suspeitos de microcefalia em Alagoas, sendo 182 em recém-nascidos e três em bebês que ainda não nasceram. A maioria dos casos está em Maceió; Arapiraca; Santana do Ipanema; Delmiro Gouveia; Penedo; São José da Tapera; Palmeira dos Índios; Pão de Açúcar; Piranhas e Rio Largo. Portanto, mais do que nunca é preciso dar combate ao Aedes aegypti!