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Carnaval e as drogas

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Os rituais, as festividades, como exemplo: podemos falar especificamente do carnaval, a festa é uma arena propícia para o uso e o abuso de substâncias psicoativas, sejam legais ou ilegais, lícitas ou ilícitas. Nessa época, é quase que uma obrigação usar drogas. Hoje, devemos ter muito cuidado com o carnaval. As famílias precisam mostrar o mal que as drogas fazem. Mostrar, por exemplo, que podemos brincar, pular, dançar, sem necessariamente usar droga. Precisamos alertar nossos jovens. O lança-perfume (uma mistura de éter, clorofórmio, cloreto de etila e essências perfumadas) fez ?sucesso?, ao ser lançado, em 1897. Após vários casos de morte, principalmente por parada cardíaca, o uso do lança-perfume acabou sendo proibido no Brasil pelo presidente Jânio Quadros em 1961. Hoje temos as pedras malditas, o tão conhecido crack que veio para acabar com muitas vidas, infelizmente cresce o uso desta droga de forma desenfreada. Um período de inclusão social onde as emoções se misturam, o amor nasce ou acaba, encontros e desencontros, confetes e serpentinas, todos juntos em um só objetivo ?viver o momento, a euforia, a alegria, momento de relaxar, cantar, curtir, sem pensar no amanhã?. O carnaval é o encontro fantástico de pessoas, muitas vezes sofridas ou não, mais com a certeza que o calor humano se encontra ali, a hora mágica ?vou beijar-te agora, hoje é carnaval não me leva a mal?, uma linda marchinha, e vem ai ?tantos ou tantas alegrias mais de mil palhaços no salão?. Vejo que este momento deveria ser contagiante, de paz e felicidade, mas infelizmente para algumas pessoas, carnaval é o momento de iniciação para a droga chamada álcool e com certeza para muitas recaídas, caindo na armadilha da folia, a chamada é tão forte e apelativa que isso ocorre de forma cruel, essa é a maior preocupação das mães, dos médicos, enfim de todos que lutam pela causa e ainda existem algumas mães que dizem: ?meu filho não bebi, não usa droga, tão bonzinho meu menininho...?. Em uma sociedade química onde a tirania da bebida fala mais alto, onde os valores se confundem e tudo se torna normal a vulgaridade de beber abusivamente, sem controle e que cada gole significa o poder. O conselho seria que às pessoas vulneráveis, as drogas e que estão em tratamento se recolham, participem de encontros religiosos ou mesmo façam suas programações mais amenas, saindo um pouco de sena, e se encontrem melhor com a espiritualidade. Lembro também que é muito importante pensar que podem ocorrer recaídas ou iniciação ao primeiro gole, primeiro uso, podendo gerar a dependência química ou a volta dela. Neste artigo, lembro o lança-perfume como forma de mostrar que é uma das primeiras drogas que aparecem nessa época carnavalesca e que já matou muita gente. Termino dizendo: seja um folião feliz e diga não às drogas. Não brinque com sua vida.

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