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Carnaval em fam�lia

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A família bananazeira tem o povoado Bananal da Viçosa como seu reduto. É para lá que ?foge? grande parte dos familiares, descendentes dos Leite Passos, Vital Santos, Pimentel Passos, os contra parentes e amigos, nos finais de semana e nas tradicionais festas brasileiras para repousarem e se divertirem num ambiente fraterno e cordial. O Bananal tem hoje 23 casas somente de familiares. Compareceram ao povoado no carnaval de 2016, um total de 168 pessoas, contando também os amigos ?habitues? que foram uma primeira vez e não deixaram mais de frequentar o convívio do lugar. Eles são sempre bem vindos e recebidos com grande cordialidade. O carnaval do Bananal de 2016 vai ficar na memória do lugar como um dos mais animados de sua história. Foram quatro dias de total descontração onde se confraternizaram desde o pequeno rebento à sua bisavó. Pelo dia desfilaram pelo arruado do povoado os blocos carnavalescos, organizados sempre por pessoas da família: depois de nois, é nois de novo; os bananazeiros; o pinga fogo; bloco do txou; guerreiros do Bananal e as pecinhas do Bananal. À noite, uma orquestra de frevo animou os foliões no Clube Social Leandra Pimentel, tocando até o amanhecer, músicas carnavalescas de recente sucesso e de outrora. Festa a parte fazia a criançada, ora participando das festividades do Rei Momo, com ironia e sarcasmo ou com as tradicionais brincadeira da idade: cavalgando, correndo, confabulando, etc. Os mais idosos também participaram da folia e aproveitaram momentos de calmaria para relembrar aos mais novos, fatos e histórias da família. Conviver fraternalmente no Bananal foi o lema do casal tronco da família, o Capitão Quintiliano Vital dos Santos e sua esposa Isidória Maria dos Santos, quando foram morar no antigo Engenho Bananal, em 1853. Tiveram uma prole de 10 filhos. A maioria, quando constituiu família, construiu suas casas próximo a casa-grande e a Igrejinha do lugar. Assim também fizeram os filhos de seus filhos. Hoje o Bananal, mais de 163 anos após, está na sexta geração. As terras dos antepassados ainda pertencem aos descendentes do casal e o núcleo central do hoje povoado é um patrimônio da família ? uma irmandade -, o nosso ?País do Bananal?. Nosso povoado além de esbanjar fraternidade, faz questão de preservar seu patrimônio cultural e divulgá-lo. Na quarta-feira de cinzas, a maioria dos familiares recolheram-se para suas casas em Maceió, Viçosa, Cajueiros e outros estados para a labuta diária de suas atividades profissionais e empresariais. Ficou no povoado uma parte dos parentes, principalmente os que estão aposentados. Esses se reuniram para fazer um balanço do carnaval e aproveitaram para traçar as linhas gerais das próximas festividades: Páscoa e Festa Junina. O entusiasmo tomou conta deles e se estenderam até o Natal, Ano Novo e próximo Carnaval. Todos partiram com muita saudade do ?Bananal dos meus Avós?, assim denominado por um dos nossos maiores expoentes literatos, filho da terra, Monsenhor Cícero Teixeira de Vasconcelos.

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