Opinião
Insensatez, vandalismo ou impunidade?
Procuramos razões para certas atitudes de gente supostamente normal e não encontramos. O ser humano é assim mesmo, imprevisível. Reinventa-se sempre para o bem ou para o mal e surpreende a si próprio. Muitas vezes age por força do inesperado desequilíbrio emocional causando prejuízos morais para si e para os outros. Em Provérbios 14.24 está escrito que ?A insensatez dos tolos produz apenas insensatez?. Um velho e grande amigo de saudosa memória, de quem guardo inesquecíveis ensinamentos, dizia que ?O mundo é cheio de insensatos?. Não podemos qualificar que o descomedido impulso da ?menina? com corpão de mulher que irresponsavelmente montou sobre as costas da estátua do ?Velho Graça?, o tenha feito de má-fé com intenção de danificar uma obra pública de tão relevante importância para a memória da nossa cultura. Foi um desses surtos emocionais que a levou a se imaginar ?poderosa? diante da câmera exibindo a incrível ousadia nas redes sociais. Imperdoável e talvez lhe sirva de lição, se tiver um pouco de juízo, para nunca mais repetir a malandragem. Lá de cima o Mestre deve ter lembrado uma de suas conhecidas frases: ?O dia todo espiava o movimento das pessoas, tentando adivinhar coisas incompreensíveis?. Muitas coisas incompreensíveis aconteceram neste pós-carnaval! Algumas chocantes como as imagens protagonizadas pelos ?caras? flagradas nas areias da bela Barra de S. Miguel, balneário que concentra o PIB alagoano. Aos olhos das autoridades dezenas de ?fuderosos? quadriciclos e bugres, muitos alugados por turistas, trucidaram centenas de filhotes e esmagaram talvez milhares de ovos de tartarugas. Um crime ambiental de proporção gigantesca. Gravíssimo! Insensatez, vandalismo? Preferível afirmar que é a tal da impunidade que está acima das leis no País. Tardiamente, depois de muitas chacinas ao longo dos anos, o instituto competente resolveu tomar uma atitude. Até quando prevalecerá o rigor, não se sabe. Vemos com preocupação a proporção que vai ganhando uma favela implantada à margem do Rio Ribeira entre Sonho Verde e Tabuba, comprometendo o mangue e levando poluição às praias da região, fato já denunciado e esquecido pelo meio ambiente. Onde estão IMA, Ibama, ICMBIO? Por que as prefeituras de Barra de Santo Antônio e Paripueira não se manifestam sobre essa degradação justamente numa área vital para o desenvolvimento turístico daquela encantadora região? Se assim sempre foi, assim será em ano eleitoral!