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Col�nia ou p�tria?

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ILDO RAFAEL * É notório o poderio imperialista dos americanos em todo o planeta. Em tudo eles estão intervindo. Na guerra fria, guerra seca, econômica e cultural. Em todos os continentes, a influência norte-americana quando não é efetiva é temida. No Brasil Colônia, Portugal era o dono das riquezas de nossa terra e a ele devíamos obediência irrestrita. Não havia autonomia para modernização, principalmente nas organizações militares. Desprovido de estrutura militar, o sonho que vitimou Tiradentes só tornou-se realidade pelo desprendimento do filho da Coroa, Pedro I. Em algumas guerras travadas com nações vizinhas, nosso Brasil esteve de igual para igual, nas proporções da época. Hoje, as Forças Armadas choramingam quando o confronto é interno no enfrentamento com marginais que estão mais bem armados que estas. Nas guerras do passado, mães como Dona Rosa da Fonseca, enlutada com a perda dos filhos Hipólito e Afonso, na batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de l866, declarava patrioticamente aos amigos: ?Prefiro não ver mais meus filhos! Que fiquem antes todos sepultados no Paraguai, com morte gloriosa no campo de batalha, do que enlameados por uma paz vergonhosa para nossa Pátria.? Como seria hoje? Mães chorando orgulhosamente a perda dos filhos em defesa da nação ou revoltadas pelo massacre do mais simplório país. O estado de Israel é 650 vezes menor que os países árabes, no entanto não é invadido por estes e extinto, porque é detentor dos melhores armamentos. A Coréia do Norte bota banca contra a ONU e o governo de Bush porque está armada até os dentes. No Iraque, o ditador é temido e respeitado porque investiu pesado em tecnologia armamentista e treina seus soldados. No Brasil não há investimento, nem atenções a este setor essencial a qualquer nação. Em agosto do ano passado, o Ministério do Planejamento anunciava que estava liberando 200 milhões para as Forças Armadas. Na época, só a Marinha devia a fornecedores ? algo em torno de 55 milhões. O valor foi empenhado, sinceramente não sei se houve o repasse após esta data. A mídia fala da falta de alimento nos quartéis, treinamentos estão encurtados porque não há verba para cobrir os gastos e até o fardamento limitou-se ao uso interno. É por isso que não se vê militares nas ruas, como antigamente, garbosamente fardados. Agora a verba de enxoval para os legisladores (os que criam as leis) essa é prioridade. O quadro é preocupante, pois o Exército dispensou 44 mil recrutas dos 52 mil necessários ao serviço militar obrigatório, por falta de dinheiro para fardas, botas e refeições. Navios sendo vendidos, outros ancorados e desativados, a Força Aérea vivendo dificuldades semelhantes e incertezas nos programas operacionais. Será que os governantes do passado apenas confiavam e esperavam que os Estados Unidos viessem nos socorrer, como acontece nos países em que eles estão intervindo? Ou será que isto faz parte de um plano para enfraquecer as nações sob a ?proteção? dos EUA? Eles são tão ?bonzinhos? e sempre se oferecem para implantar bases militares em terras alheias. Nossos radares e satélites são monitorados por eles. O comando é deles na economia, no que devemos comer, quanto devemos gastar e quanto podemos pedir-lhes emprestado. De uma coisa eu sei, 92% dos brasileiros abaixo dos 30 anos de idade não sabem cantar o Hino Nacional. As escolas não ensinam e nossas cores são vivenciadas apenas em períodos de competições esportiva. A baixa estima da população é assustadora e a confiança no poderio americano é maior do que aos brasileiros. O momento merece uma reflexão de cada patrício e uma mobilização no tema aqui apresentado, enquanto é cedo, pois tarde já é o desgaste da nossa Pátria em sua própria defesa, quando traficantes esnobam exibindo arsenal moderno e nossos soldados cabisbaixos esperam o mínimo de atenção. (*) É PRESIDENTE REGIONAL DO PMN

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