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Opinião

N�O �S BAIONETAS!

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É claro que você está errado, prezado amigo e parente Aloísio Vasconcelos ? Luizito. Convicto, dou a minha opinião em resposta ao seu artigo veiculado na Gazeta de Alagoas em 20.02.2016 ? ?ESTOU ERRADO??. Na matéria, você, revoltado e desesperançado, conclama os brasileiros a usar de baionetas para uma guerra fratricida e sangrenta. Errada estava a maioria dos brasileiros quando elegeram pela segunda vez uma Presidenta que, no seu primeiro governo, já tinha mostrado incompetência para dirigir os destinos do País; insistiram, depois de suas promessas que não cumpriu. Quem comete erros tem que ser punido, os brasileiros estão recebendo esse castigo, livrar-se dele, quem sabe, só no início de 2019. É muito tempo, será que iremos suportar? Tirar a mandatária brasileira do cargo existem meios legais; compete ao Judiciário e ao Legislativo assim procederem. Creio que o povo vai apoiar sua saída, visto que ela só está com apenas 5% de aceitação popular. Precisamos sim, ir às ruas protestar contra a inércia do Governo, com suas atitudes antidemocráticas, enfim, ?empurrar? os poderes constituídos a acelerar o processo do impeachment da presidenta. Durante o Golpe Militar de 1964, período de Ditadura, houve por parte dos brasileiros insistentemente movimentos dos políticos e da sociedade civil contra a repressão. Movimentos estudantis, sindicais, de camponesas, de religiosos, dos intelectuais, dos jornalistas e dos artistas; culminando com o movimento Diretas Já. Como alagoanos que somos, destacamos entre outros políticos brasileiros o senador Teotonio Vilela ? O menestrel das Alagoas ? que, mudando-se para o partido da oposição ? PMDB ?, foi um dos que mais se sobressaiu em defesa dos perseguidos políticos, visitando prisões, enfrentando as forças repressoras, enfim, fazendo pregações cívicas por todo o Brasil. Prego o exemplo desse viçosense, nosso maior expoente político; fez todo esse movimento sem conclamar o povo às armas. O Brasil não tem tradição de guerras civis. Foram pequenos conflitos, desde o período do Império, sendo o mais duradouro a Guerra dos Farrapos (1835/1845). Outros eventos foram: Revolução Praieira, em Pernambuco; a Revolta da Armada (1893/1894); os Canudos (1893 a 1897); o Contestado (1912/1916); Revolução Constitucionalista (1932). Durante o Golpe Militar de 1964 tivemos um movimento isolado no Araguaia (1967/1974). Concordo com um movimento que convoque nossos patrícios para se unir por um Brasil melhor, que vise punir os políticos corruptos não os elegendo nas próximas eleições e aplaudindo o judiciário quando ele condenar os desonestos. Guerra só se for para defender a soberania do Brasil, nossa pátria amada. Lembro-me do livro de D. Hélder Câmara, ?Revolução dentro da Paz? e de como Mahatma Gandhi lutou pela libertação da Índia.

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