Opinião
NEM TODOS S�O PREVIDENTES CRIST�OS
Vivemos épocas de constante construções, o setor imobiliário que o diga. Somos bombardeados por propagandas que dizem oferecer o melhor local à família. Talvez essa verdade, somente pode ser usufruída por pessoas que se precaveram economicamente, isto é, foram previdentes e são minoria. Certamente, a frustração entra na vida da maioria por não viverem como previdentes em seus projetos e planos futuros. Além da frustração, vivenciam consequências de malefícios e extremas necessidades, o inacabável. Quando falo de previdente, logo lembro da previdência social, conhecido como INSS, seguro administrado pela esfera governamental. Infelizmente muitos deixam ou resistem ao pagamento deste seguro, e quando precisa, num futuro não muito distante, vive o vazio e o desamparo, por não ter vivido à previdência, dando importância a muitas outras necessidades e coisas supérfluas, refletido em sua reminiscência. E a luta pela busca de auxílio torna-se um é viver inacabável. Ser previdente é estar disposto a focar prioridades na vida. Abnegar as menos importantes para focar as importantíssimas, que podem perdurar para todo o resto da vida terrena. No Evangelho de Lucas capítulo 14, versículos 25-33, Jesus nos ensina a importância de sermos e vivermos uma ?previdência espiritual?. Portanto, reconheçamos que toda a nossa suficiência vem dele. A orientação de darmos prioridades e sermos previdentes espirituais recai sobre o desejo futuro de construir algo, e é ilustrado por Jesus ao dizer: ?Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para conclui-la? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não podendo acabá-la, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar (Lc 14.28-30)?. A frustração atinge todos aqueles que não planejam o que querem para o futuro. No caso desse primeiro, exemplo vemos a construção inacabável de uma torre. Poderíamos estender para a casa, carro, apartamento, aposentadoria, faculdade etc. Isso também é indispensável para a construção da vida cristã espiritual. Outro exemplo, que nos orienta para sermos ?previdentes espirituais? recai sobre o convívio nas relações para com o semelhante, que infelizmente levanta mutualmente lutas diárias que podem se transformar em guerras. As dificuldades, problemas, se não resolvidos, tornam-se algo inacabável. O que fazer? Jesus orienta-nos: ?Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz (Lc 14.31,32)?. A frustração atinge todos aqueles que não se fortalecem para as guerras da vida, isto é, não vive uma ?previdência espiritual?, para procurar a paz e não ceder às guerras, pois está só destrói, muitas vezes próprio futuro. Renunciar tudo aquilo que é desnecessário para investir nas prioridades é a palavra-chave para podemos ser previdentes tanto para a vida terrena, quanto à vida cristã e um futuro sem frustração.