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Opinião

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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No dia oito de março será festejado mais um dia dedicado à mulher. Esse ser muitas vezes heroico, que tem mostrado ao mundo a sua capacidade em todas atividades da sociedade. Com maior mérito porque consegue unir às ocupações maternas e matrimoniais os deveres profissionais. Mas não foi gratuitamente que a mulher conquistou seu espaço na coletividade. Foi com bravura e tenacidade, numa luta ferrenha, que durou anos. Vencer os preconceitos que relegavam a mulher a um nível inferior foi uma batalha ousada de figuras fortes que enfrentaram, corajosamente, a cultura preconceituosa da época. Por alguns séculos somente lhe permitiam ser mãe, esposa e donas de casa. Até mesmo o saber lhe era negado. Deve-se a mulheres como: Mary Wolstonecraft, Paula Manso de Noronha, Maria Heráclia, Francisca Motta, Amélia Carolina da Silva Couto, Maria Augusta Estrela, Simone de Beauvoir, Berta Lutz e outras figuras femininas audaciosas que, através de seu talento literário, nos séculos XVIII e XIX e XX, conseguiram vencer as tradições machistas e as ideias equivocadas de virtude que dominavam a sociedade de então. Cada dia a mulher mostra sua maior eficiência em todos os setores de trabalho. Quantas têm brilhado na política mundial! As Primeiras Ministras: Margaret Thacher em 1975, na Inglaterra, foi apelidada a Dama de ferro, pelas suas atitudes firmes; Golda Meir, em Israel, foi extraordinária, pelas fortes iniciativas para manter o equilíbrio de um país em constantes incompatibilidades com as nações vizinhas; Indira Gandhi, na Índia, região cheia de contrastes, com uma diversidade de seitas religiosas, e dialetos, que complicam extremamente a sua governabilidade. Alguns anos atrás, Michelle Bachelet tornou-se a primeira mulher presidente do Chile. Na África, Ellen Johonson Sirleaf foi eleita chefe do governo de um país africano e na Alemanha, Angela Merkel assumiu o lugar de Primeiro Ministro Nas letras as mulheres têm se revelado extraordinárias, ocupando com brilhantismo as Academias. Outrora George Sand teve que usar um nome e trajes masculinos para poder entrar na Academia Francesa de Letras! Observo minhas netas e é com imenso orgulho que vejo como são eficientes nos seus misteres, assumindo com a mesma responsabilidade seus papeis de mães, esposas, donas de casa e suas obrigações profissionais. Infelizmente nem todos os países concederam emancipação à mulher. São culturas dominadas por fanatismos religiosos e tradições arcaicas em que o sexo feminino é discriminado de forma absurda, reflexo do atraso dessas civilizações.

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