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OP��O POR MACEI�

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Numa de suas músicas, referindo-se a nossa terra, o alagoano Djavan, com quem convivi durante a juventude, disse: ?você me deu liberdade pra meu destino escolher?. Seguindo o amigo, escolhi Maceió como destino. Para alguns, o acordo selado nesta semana entre o PDT e o prefeito Rui Palmeira não contempla a opção desapegada de nos voltarmos para a capital de nosso Estado e elegê-la prioridade. Querem uma vinculação, uma justificativa maior, a segunda ou terceira intenção. Pois bem, quando fui eleito deputado federal e, posteriormente, coordenador da bancada alagoana, fiz questão de ligar para Rui Palmeira e pôr-me a disposição para ajudar Maceió, não perguntei qual era o seu partido, meu compromisso era com o maceioense. Além disso, a retidão moral, o compromisso ético e administração correta dos recursos públicos por parte do prefeito são características inquestionáveis de alguém que trabalha pelo bem comum. Foi isso que nos aproximou. Essa é a gênese do acordo, simples assim e, talvez por isso, difícil para uns poucos assimilarem. Ao longo do ano passado coordenei 19 reuniões da bancada federal de Alagoas. Os deputados debateram temas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Duas dessas reuniões tiveram a presença do prefeito. Isso serviu para constatarmos que havia coincidência em muitos aspectos do projeto que defendíamos, e defendemos, para Maceió, tanto que fiz questão de destinar recursos para cidade. Em 29 de outubro de 2015 publiquei artigo nesta Gazeta de Alagoas, comunicando o fato: ?Acabo de destinar R$ 50 milhões para o Programa de Requalificação Urbanística da Orla Lagunar de Maceió, desenvolvido pela prefeitura e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que vai ser de vital importância para a nossa capital. A prefeitura é administrada por um partido antagônico, mas o programa é fundamental para os maceioenses. É essa a lógica que deve guiar a política?. Quase cinco meses depois, volto a repetir: essa é a lógica que deve guiar a política. Afastei-me temporariamente das atividades parlamentares por recomendação médica. A cefaleia em salvas, que me acompanha há anos, não vai me impedir, contudo, de continuar acompanhando o projeto de desenvolvimento de Maceió, que passa pela geração de empregos e incentivo ao esporte e ao lazer. Não podemos, entretanto, agirmos pontualmente. Há que se observar que nossa cidade é um organismo complexo, com sua assimetria, mas também sua beleza. Administrá-la requer um cuidado constante ? não há receita ? implica apenas dedicação e devoção. Nós temos a liberdade de escolhermos o nosso destino e fazê-lo próspero para o bem de todos.

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