Opinião
�NICA ALTERNATIVA
Voltaire escreveu ?A política tem sua fonte na perversidade e não na grandeza do ser humano?. Parecia estar antevendo o lulopetismo no Brasil, quando os atuais acontecimentos mostram que a realidade das ruas, onde milhares de pessoas no último domingo e nos dias subsequentes gritam por Justiça e honestidade não os sensibilizou minimamente,como se viu com a nomeação de Lula para o Gabinete Civil. Tal nomeação tem como objetivo obter foro privilegiado no Supremo, onde presumem, Lula teria um ambiente tolerante e amigável, escapando do diligente juiz Sérgio Moro. Desprezando totalmente o apelo desesperado, mas pacífico, das ruas, Lula assumiria o tal semipresidencialismo defendido por membros do governo, tendo a sua disposição todo o aparelho estatal que usou com toda a desfaçatez quando exerceu a Presidência, culminando com a indicação de Dilma Roussef. O lulopetismo não contava, entretanto, com o recrudescimento indignado das manifestações populares, elevadas ao paroxismo com os áudios do chefe da organização criminosa, feitos todos eles com autorização legal e respeito ao Estado Democrático de Direito, onde se caracteriza claramente a intenção de obstruir a ação da Justiça, caracterizando, objetivamente, Crime de Responsabilidade da Presidência da República. Os áudios demonstram ainda, com baixarias, cabal e incontestável abuso de poder e desprezo pelas Instituições fundamentais da Democracia, como o Judiciário, o MPF, a PF e o Legislativo, que deveriam segundo Lula,serem submissos aos seus ilimitados desmandos, como ocorre no modelo maior do lulopetismo, a Venezuela, conforme se viu na posse de Lula,quando imperou o modelo bolivariano, com ameaças e palavras de ordem. A cruzada audaciosa, democrática e redentora do juiz Moro tem o mais amplo e irrestrito apoio na sociedade brasileira saudável, como respaldo concreto do Supremo,conforme pronunciamento do ministro decano Celso Melo,e do STJ,do MPF, PF e juízes estaduais. Essa luta histórica pelo resgate da ética, da moralidade e dignidade nacionais deverá continuar em três frentes: nos tribunais, onde certamente os preceitos constitucionais serão cumpridos; nas ruas, onde os que combatem a corrupção superarão os que a defendem; e no Congresso, onde muitos que agiram até agora conforme o ditame da perversidade terão ainda a chance de se redimir, ficando ao lado da população brasileira saudável, com a única alternativa honesta restante: o impeachment da Presidente da República.