Opinião
F�RUM ALAGOAS 2030
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou no final de 2015 os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma nova agenda de desenvolvimento a ser seguida pelos estados membros, focado nos três pilares fundamentais da sustentabilidade: o social, o ambiental e o econômico. No total são 17 objetivos sobre questões de desenvolvimento sustentável que irão pautar a nova agenda de desenvolvimento até 2030, dentre eles um se refere aos financiamentos da sustentabilidade. ?Temos uma oportunidade histórica e o dever de agir vigorosamente para tornar a dignidade uma realidade para todos, sem deixar ninguém para trás?, afirmou Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. No Brasil, a coordenação nacional dos ODS produziu o documento ?Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável? [www.pnud.org.br], um plano de ação estimulando, apoiando e recomendando adoção pelos governos locais ? estaduais e municipais ?, focando em cinco Ps: Pessoas, Prosperidade, Paz, Parcerias e Planeta. Em Alagoas, os ODS serão tema do ?I Fórum Alagoas 2030?, no próximo dia 7 de abril, promovido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Instituto de Meio Ambiente, em parceria com o Ibama, a Universidade Federal de Alagoas, a Casa da Indústria e o WWI-Worldwatch Institute, um dos mais respeitados institutos de pesquisa do mundo, focado na construção de cenários para a sustentabilidade. Durante o evento, dirigentes do Programa das Nações Unidade para o Desenvolvimento (PNUD) apresentarão as ações em curso. Este primeiro Fórum abordará recursos hídricos e energias renováveis, focando no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú/Manguaba (um dos sistemas estuarinos mais importantes do País que vem sofrendo um processo acelerado de degradação ambiental); no canal do Canal do Sertão alagoano e nas Energias Renováveis (eficiência energética foi foco da Cúpula de Paris, em dezembro de 2015). Como convidado especial estará presente o prof. Gary Andersen, cientista chefe na Universidade de Berkeley, na Califórnia, um dos maiores especialistas do mundo em remediação de ambientes de rios e lagoas contaminados. Na Califórnia, a Universidade de Berkeley monitora o estuário que drena para a Baía de São Francisco 40% dos recursos de água do estado mais rico dos Estados Unidos, com um PIB de 2,5 trilhões de dólares, analisando depósitos de sedimentos e despejo de efluentes industriais. Cercada por uma região metropolitana de 18 mil km², com população de 8 milhões de pessoas, nove municípios, 101 cidades, indústrias, portos, aeroportos e ferrovias, Berkeley usa tecnologias de ponta para garantir a qualidade da água e prevenir impactos ambientais. O crescimento desordenado da área urbana de Maceió ao longo de suas bacias hidrográficas, a importância sócio-econômico-ambiental da região, o canal do sertão, o polo cloroquímico e o setor sucroalcooleiro serão analisados por especialistas de Berkeley junto com especialistas locais, dentro dos princípios da econometria da sustentabilidade, definindo ações, orçamentos, prazos além produtos e serviços sustentáveis a serem efetivamente entregues à sociedade. Adotando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e promovendo debates e ações de alto nível envolvendo iniciativas pública e privada, Alagoas alinha-se com padrões internacionalmente consagrados, influenciando no planejamento e nas ações locais.