Opinião
EPIDEMIAS DA IDADE M�DIA EM PLENO S�CULO 21
O Império romano provou que o saneamento básico e as condições de Higiene na Roma Imperial evitaram muitas epidemias. Ao contrário, a Idade Média, ao desmontar as estruturas das principais cidades europeias, desconstruir as estradas pavimentadas e depredar a paisagem urbana inaugurou um dos períodos mais nefastos da condição humana. Período em que diversas epidemias assolaram a Europa enquanto nações se debatiam em guerra. Era a Peste Negra. Veio a Idade Moderna e mesmo assim, ao menor descuido as moléstias voltam a atacar. Vem o mundo contemporâneo e nada é diferente. Oswaldo Cruz teve que por o Rio de Janeiro abaixo para acabar com pragas como: Peste Bubônica, Varíola e Febre Amarela. Vivemos em pleno Século 21 uma situação muito parecida. Doenças cada vez mais diferentes desafiam a ciência. Cresce o pânico enquanto se contabiliza as mortes. Não há espaço nos Hospitais nem Enfermarias. Os próprios médicos recomendam o repouso em casa e até ?caldo de galinha? à moda da vovó. Tudo parece melhor do que ir a emergência de um hospital em busca de respostas. Não há respostas. Há preocupação com o contagio. Há pavor. O País hoje vive uma polaridade absurda de uma guerra silenciosa ou espetaculosa de quem é contra ou a favor do governo. Perde-se com isso o foco das atenções nos problemas mais graves deste País: a saúde pública. Pública para os menos favorecidos que não dispõem de meios de reservar-se a um hospital decente, pago a vista ou no mínimo com um bom plano de saúde. Quem pode mais ainda, foge para outros estados do sudeste em busca de hospitais de referência. Na Idade Média não era diferente. Fechavam-se os castelos e a população perecia fora dele. Depois, abriam-se valas comuns e enterravam-se os mortos. Mas, é a negligência com a limpeza urbana, a educação da população com as causas das principais viroses e o rastro de sequelas deixadas na população que nos fazem reféns do medo e do desamparo. Estamos sozinhos. Se formos hoje, avaliar quais são as notícias mais lidas nos jornais de todo o País, com certeza não são sobre a Influenza H1N1, nem sobre a dengue, zika vírus, nem chikungunya, mas sobre Dilma ou Lula. Nada mais é tão importante quanto este tema. Nada mais é tão importante que o Impeachment de Dilma, a defesa de seu cargo, o ministério de Lula ou as decisões de Moro ou do STJ. O País respira este assunto enquanto a economia desmorona e a saúde fenece. Esta polaridade entre a política e a saúde a que levará o País?