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MACEI� NA LUTA CONTRA O ANALFABETISMO

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Ao longo de uma jornada de quase quatro anos, posso afirmar que a Educação de Maceió vive um novo ?estado de espírito?. Esse já é resultado de um trabalho coletivo, do engajamento dos servidores e da autonomia dada pelo prefeito Rui Palmeira, que junto com todos os que fazem a pasta acreditam numa educação diferente para Maceió. Nesta terça-feira (19), nós damos mais um passo na consolidação dessa Educação municipal, com a terceira edição do Seminário de Voltas às Aulas. Este ano de 2016 dedicaremos todo nosso esforços à educação de jovens e adultos, pois o quadro atual é alarmante. São mais de 80 mil jovens e adultos, na nossa capital, analfabetos. Sem contar os dados de evasão que se somam a esse cenário, gerando o distanciamento desse público da escola e, consequentemente, de uma qualidade de vida melhor. E essa relação educação/escolarização e qualidade de vida é direta. Com o apoio do IPC (International Policy Center for Inclusive Growth), já temos as evidências que podem nos ajudar a transformar esse cenário. Hoje já sabemos que cerca de 11,4% da população de 15 anos ou mais em Maceió era analfabeta. Esse percentual representa o contingente de 80 mil pessoas que não adquiriram as habilidades mínimas de leitura e escrita, pilares para o desenvolvimento de outras aptidões e condição para o pleno exercício da cidadania. Ao comparar o índice de Maceió com o que é observado no Brasil, percebe-se que o analfabetismo daqui se aproxima à média nacional. No que diz respeito ao mapa do analfabetismo em Maceió, foi possível mapear que a taxa do município encobre bastante desigualdade. As áreas de alta taxa de analfabetismo, em geral, são também áreas populosas que agregam fatias significativas dos analfabetos municipais, como Benedito Bentes, por exemplo. O mapa da distribuição do analfabetismo, não por coincidência, é muito parecido com os mapas da distribuição de fatores associados à pobreza e à vulnerabilidade social ? ou seja, é nestes bairros que se apresentam maiores taxas de analfabetos que encontramos as piores condições de vida de Maceió. Um desafio do tamanho dessa região. Apesar desses dados que são difíceis de aceitar, a pesquisa nos deu um dado animador. Ao longo da última década, houve uma melhoria no acesso escolar. Em 2010, cerca de 95% e 84% da população de 6 a 14 anos e 15 a 17 anos, respectivamente, encontrava-se matriculada na rede de ensino. Assim como ocorre em todo o Brasil, Maceió segue a tendência de aumento da participação escolar de crianças e adolescentes. Se estamos conseguindo acertar com as crianças e adolescentes, também seremos capazes de corrigir essa distorção com os jovens e adultos. Digo isso também com uma satisfação imensa, pois essa mesma pesquisa afirma que Maceió é uma cidade alfabetizadora. Nossas crianças são alfabetizadas dos 9 aos 14 anos. Quem fica na Rede se alfabetiza! Se nós conseguimos uma vez, vamos conseguir de novo. Para fechar um ciclo de trabalho, ainda esse semestre, vamos entregar as Diretrizes para a Educação de Jovens e Adultos, a primeira resposta para combater o analfabetismo e a evasão desse público em nossas escolas. Seguiremos rumo à excelência, pois nós acreditamos na Educação Pública Municipal.

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