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Pelo bem da casa comum

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Durante a sessão de assinatura do chamado acordo de Paris, realizada ontem, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países- -membros que acelerem a adoção das novas regras sobre mudanças climáticas a fim de evitar que o mundo entre em um processo perigoso de aquecimento. O evento foi marcado para celebrar o Dia Internacional da Mãe Terra. O Acordo de Paris foi adotado por todos os 196 países que integram a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ? entre eles o Brasil ?, durante a Conferência de Mudança Climática da ONU, em Paris, em 12 de dezembro de 2015. No acordo, todos os países concordaram em trabalhar não só para limitar o aumento da temperatura global abaixo 2 graus Celsius, como também assumiram o compromisso de tentar reduzir a meta para 1,5 graus Celsius. Ban Ki-moon ressaltou que a ação climática não deve ser vista como um fardo, pois também oferece muitos benefícios e pode ajudar o mundo a erradicar a pobreza, criar os chamados empregos ?verdes?, derrotar a fome, evitar a instabilidade e melhorar a vida das pessoas. O fato é que a era do consumo desenfreado e sem consequências chegou ao fim e exige de governo e da sociedade medidas urgentes pelo bem da nossa casa comum. Apesar do ceticismo de alguns, não dá para ignorar os prejuízos causados pelo aquecimento do planeta, como o avanço do nível do mar e o número de áreas desertas por causa da falta de chuva e do calor extremo. Nesse esforço para salvar a Terra, entretanto, as nações ricas têm o dever de apoiar os países em desenvolvimento. Como enfatizou o próprio secretário-geral da ONU, os pobres e mais vulneráveis não devem sofrer ainda mais por um problema que não criaram. É preciso cobrar do poder público o desenvolvimento de políticas de proteção ao clima, ao mesmo tempo em que é necessário aumentar o nível de conhecimento nas organizações e na sociedade sobre as causas das mudanças climáticas, buscando estratégias e abordagens para enfrentá-las. Que o Acordo de Paris não fique apenas no campo da intenção, mas se converta em ações concretas, trazendo novas esperanças para a geração atual e para as que ainda virão.

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