Opinião
A VIDA EST� VENCENDO
Na última segunda-feira, quando apresentamos à imprensa e à sociedade alagoana os números comparativos mais recentes sobre redução da violência em Alagoas, houve até surpresa. A queda no número de homicídios, em todos os cenários, superou as projeções da equipe técnica da Segurança Pública. Na verdade, a redução era esperada porque foi planejada. Nossas previsões é que ? felizmente ? se revelaram modestas. E isso também não é por acaso. Trabalhamos sem nos deixar levar por exageros de otimismo. Não cultivamos nem vendemos ilusões. A ordem é andar com os pés no chão, medindo cada passo. Estamos tratando de vidas humanas; todo cuidado é pouco. Os números, frente a frente com o passado recente, de fato falam alto. Colocamos, de um lado, os quantitativos de homicídios de janeiro a março de 2013-2014 versus janeiro a março de 2015-2016. Vale lembrar que em 2015, logo em nosso primeiro ano, conseguimos a maior redução de homicídios entre todos os estados do País. Nosso desafio, este ano, é reduzir ainda mais. Estamos conseguindo, os números atestam. Na comparação direta dos primeiros quadrimestres, a redução de crimes contra a vida em todo o Estado é robusta, chegando a 20,9%. Em Maceió a queda foi ainda mais expressiva, chegando a 40,6%. Nós mesmos nos superamos. No Estado, o número de homicídios de janeiro a abril de 2016 foi 6,9% menor que em 2015. Em Maceió a queda alcançou 31,9% no mesmo período. Mês a mês, de janeiro a abril de 2015 e 2016, os números ficaram em patamar bem abaixo de 2013 e 2014. É uma redução segura e constante, não um mero soluço. Em Maceió a queda foi ainda mais importante. A média de homicídios, nos quadrimestres pesquisados em 2013 e 2014, estava no patamar de 80 por mês. Agora ela caiu pela metade: de janeiro a abril deste ano, ficou abaixo de 40 ocorrências/mês. Em Arapiraca e Rio Largo, municípios onde a violência há muito tempo é preocupante, também houve queda importante no número de homicídios. Em Arapiraca, nos mesmos períodos pesquisados, a redução chegou a 17,8%, e em Rio Largo a 15,7%. Esses resultados apontam o rumo correto da política de segurança pública. Mas não podemos descansar sobre eles. Animados com o acerto do trabalho, certamente estamos. Satisfeitos, nunca. Há muito a fazer ainda. Já conseguimos livrar Maceió do triste título de capital mais violenta do País. Vamos continuar, sem esmorecer, até tirar a nossa querida cidade do triste ranking das dez primeiras. Já sabemos que é possível. Quanto antes, melhor.