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Para al�m dos presentes

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De forte apelo comercial, o Dia das Mães ? comemorado no segundo domingo de maio ? sempre tem como marca a troca de presentes, mensagens carinhosas e outras demonstrações de afeto dos filhos para com suas genitoras. Tudo começou em 1850, nos Estados Unidos, quando uma mulher de nome Ann Reeves Jarvis fundou clubes de trabalho que reuniam mães com o objetivo de trabalhar para melhorar as condições sanitárias e diminuir a mortalidade infantil. Nos anos seguintes, ela passou a organizar piqueniques para encorajar mais mulheres a participar na política e promover a paz. Mas foi sua filha, Anna Jarvis, que estabeleceu a data como ela é hoje. Anna nunca teve filhos, mas a morte de sua mãe, em 1905, a inspirou a organizar o Dias das Mães em homenagem a elas. Metodista fervorosa, sua intenção era que deveria ser um dia no qual filhos visitassem suas mães e passassem o dia com elas, agradecendo pelos esforços que elas fizeram em sua criação. A ideia foi ganhando adeptos e, aos poucos, diversas cidades passaram a homenagear as mães no segundo domingo de maio. Em 1911, praticamente todos os estados americanos celebravam a data e, em 1914, o presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e em nível nacional o segundo domingo de maio como o Dia das Mães. No Brasil, a celebração foi oficializada em 1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a efeméride se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes ? principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. Ela, então, passou a organizar boicotes e protestos e chegou a entrar com um processo para cancelar o Dia das Mães. Tentou, sem sucesso, retomar o espírito original de sua iniciativa. Chegou a declarar que não havia criado a data para ter lucro. Hoje, mais de um século depois, o Dia das Mães continua uma data mais comercial do que nunca. Trata-se nada menos de uma das mais lucrativas para o comércio, ao lado do Natal e do Dia da Criança. Entretanto, o viés mercadológico de forma alguma invalida a homenagem que nesse dia se faz às mães ? biológicas ou por adoção ?, merecedoras de todo o respeito e carinho.

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