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AS M�ES DO S�CULO XXI

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O segundo domingo do mês de maio foi, com toda justiça, dedicado à mãe. Essa figura que, além de ter seu grande papel no ato da natividade, é, também, a que maior influência exerce na formação do indivíduo. ?Ser mãe é padecer no paraíso?, diz o poeta. Porém ser mãe no nosso século é um acontecimento muito mais cheio de responsabilidades, de dúvidas e de expectativas. A mãe de hoje tem que ser muito mais compreensiva, mais aculturada. Tem que se igualar ao filho para entender suas perspectivas, tem que participar com o marido na conquista do conforto e bem-estar da família. Seu tempo teve que se ampliar para atender o vasto programa de mãe, esposa, profissional e dona de casa. Teve que, realmente, ?desdobrar fibra por fibra?, como na poesia, para atender a tantos compromissos. Além do mais, deve cuidar do físico, para ao mesmo tempo manter uma vida saudável e conservar-se sempre atraente à vista do marido. Diante da liberdade dos jovens de hoje, da insegurança em que vivem e da ameaça das drogas, as preocupações do século XXI são um verdadeiro desafio para os pais. Os casamentos, atualmente, são tão frágeis que a mulher deve estar pronta para encarar a vida sozinha. Às vezes o próprio estresse, ocasionado pela conquista das ambições da vida moderna, se torna o ponto de desavenças funestas entre os casais. E a separação é um dos acontecimentos mais desastrosos para estabilidade emocional dos filhos. A mãe de hoje merece, ainda, mais carinho, mais compreensão, ser muito mais festejada, não, intrinsecamente, pelo ato da maternidade, ou por ser a guardiã do embrião reprodutor da espécie, mas pelo seu papel, importantíssimo, no desenvolvimento da sociedade. As conquistas do mundo moderno têm empolgado de tal forma os indivíduos que eles estão olvidando o amor, a solidariedade e, até mesmo, o sentido de família. Absorvidos pela aquisição de tantas possibilidades estão esquecendo o seu significado humano, em muitos casos abdicando do próprio sentimento filial. Sou mãe de três filhos, avó de sete netos e bisavó de treze lindas crianças. E como todos eles preenchem de amor e alegria a minha vida! Espero que não sejam contaminados pelo vírus da ambição que domina a humanidade. Aproveitem os benefícios da modernidade sem deixar que estes dominem seus sentimentos. Acompanhei, por tantos anos, as diferenças de comportamento das gerações, só tenho a desejar que todas essas mães heroínas, deste século, inspiradas por Deus, saibam conduzir seus rebentos pelos caminhos da paz e do bem. Felicidades!

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