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A ESTRUTURA DO PT AGUENTA?

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O PT magoado, expulso de campo, com a cara no chão, não deve confiar na militância, nas ruas, sem prestar atenção às consequências do impeachment. É forte, faz barulho, enfrenta no peito os adversários, mas não terá forças para aguentar distância de 180 dias, no sol e na chuva, para sobreviver a pão e água a um período que irá desmontar toda sua estrutura. Tem que ir à luta, com garra, contra o prejuízo, sem esquecer, irresponsavelmente, retaguarda que, olhando pra trás, vai notar vazio enorme na segurança do partido. Chances de voltar ao poder, numa conta de somar, julgando erros e defeitos, são avaliadas pelos analistas como praticamente zero porque, em política, surpresas vêm de repente. Não adianta lamentar lágrima derramada, se bem que o lenço ainda possui muito espaço para enxugar mancha da água que não começou a jorrar. Quando abrirem a torneira, a partir de junho, os petistas, que prometem resistência no céu, na terra e no mar, terão que se virar nos trinta para encarar exército de Temer e aliados no Congresso Nacional. Há exagero na reflexão de que Lula e Dilma foram embora para sempre, sem possibilidade de comandar o Brasil novamente, tirando a tinta do papel? Não se tem dúvida em gênero, número e grau, embora nas articulações, em busca do poder, muita gente já queimou a língua com ?amigos eternos?, relação feita pra durar até a última chamada de Cristo. Todos eles são reincidentes em quedas estratégicas, o povo se acostumou com traições e não pode antecipar nada do xadrez montado no tabuleiro do voto. O quadro institucional acenderia uma luz no fim do túnel se o presidente em exercício escorregasse na casca de banana e, no terreiro, sem equipe, rodeado de inimigos, com armas apontadas à sua cabeça. Quer dizer, sem condição de tapar os buracos abertos pelo PT, ficasse trancado no quarto, com ?companheiros?, que agora batem palmas, bem distantes. É difícil de acontecer? ? interrogam estagiários de plantão, iniciando a carreira. Os mais experientes não enxergam nada de anormal porque já vivenciaram casos cabeludos na vida pública brasileira. Se Temer acertar e, na caneta, deputados e senadores aprovarem ? adeus, ingrata ?, como repetia empresário Geraldo Sampaio, esfregando as mãos. A presidente ainda no mandato e o ex-presidente podem botar o feijão no saco, subirem no caminhão e, no sítio, planejarem a formação de nova agremiação partidária, priorizando a saúde, que ameaça os dois.

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