Opinião
VAMOS DAN�AR!
A família do meu pai é muito festeira; desde o início da minha mocidade aprendi a dançar no Bananal da Viçosa, com minhas tias, as primas e suas amigas. Na casa grande, minha avó Ismênia tinha uma eletrola (rádio + radiola) que tocava melodias, em discos de 78 rotações, de Luiz Gonzaga e outros intérpretes da época ? o xote, o baião, o xaxado, os forrós pé-de-serra, algumas machinhas. Dançávamos na sala. Na época junina ensaiávamos quadrilhas. Também dançávamos as músicas românticas de Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Angela Maria, Emilinha Borba, Orlando Silva e muitos outros. Nas férias de verão, eu junto com meus primos, íamos aos forrós nos sítios das redondezas ? era uma ?latada? na frente da casa de taipa onde botequins vendiam cachaça (a famosa misturada) e um sanfoneiro com triângulo, zabumba e pandeiro tocava até o amanhecer. Às vezes o ?samba? terminava com uma briga. Todos dançavam com uma faca de 10 polegadas na cintura. Também fui a muitos bailes nos clubes sociais da Viçosa. Não sou excelente dançarino, também não sou dos piores. Em Maceió, frequento há mais de 15 anos um ambiente de dança onde a grande maioria dos ?habitués? são da terceira idade. Lá encontro conhecidos de infância da Viçosa, ex-colegas de faculdade, conhecidos ou os que lá conheci ao longo do período que passei a frequentar o local. O restaurante dançante fica no sexto andar da Casa da Indústria, na Av. Fernandes Lima. O show dançante ? da banda e dos dançarinos ? começa às 10h da noite do sábado e se alonga até às 2 da manhã do domingo. É um lugar frequentado principalmente por casais onde todos são amigos e onde impera a descontração. Os músicos são da melhor qualidade e o atendimento é excelente. O ambiente sempre está cheio e para ter acesso ao restaurante é necessário fazer reserva antecipada. Lá, eu e minha esposa já somos detentores de mesa cativa, devido ao longo período que frequentamos. Quando, por algum motivo faltamos, na próxima semana precisamos nos justificar para os amigos, frequentadores mais chegados. Nós vamos e voltamos de táxi pois costumo tomar minhas quatros cervejas long neck e minha esposa duas doses de Old Parr. É lá o nosso grade momento de descontração, de bons amigos, de música e de boa comida. Desse modo, estamos diante do padrão médico quando seus estudos confirma que dançar é um excelente remédio para a saúde física e mental, principalmente para idosos. Faz bem ao coração e sua prática reduz o risco de quedas porque, dançando, se adquire melhor equilíbrio com as pernas. Dançar expressa sensibilidade; o movimento corporal do homem e da mulher se unem e se roçam, tudo isso desperta erotismo. Logo, vamos dançar!