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Opinião

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Aprendi com os mais velhos que o mestre mundo é um ótimo professor, consultor e orientador da vida. Ainda jovem, ouvia isso repetidas vezes dito por um estimado tio, pessoa presente e importante na minha formação. Família, escola e um grande amigo fazem a diferença no quesito educação quando se é criança e adolescente. Hoje, sexagenário, estou plenamente convicto de que esse conceito é verdadeiro. O mundo, por mais que finjamos desconhecer a realidade, marca a nossa vida, abre-nos os olhos ajudando-nos a enxergar com clareza o certo e o errado, separando o bem do mal. A missão do mestre mundo vai além daquilo que naturalmente imaginamos. O conteúdo dos seus ensinamentos com o passar do tempo solidificam aquilo que costumamos chamar de experiência, aprendizado. A missão do mestre mundo é tão magnânima quanto a tarefa de todos os nobres pais e docentes que iluminam as passadas na longa trajetória até encontrar o destino verdadeiramente promissor. Mas, igualmente, pode o mundo ser ?um moinho? como disse em uma de suas muitas belas canções o inesquecível Cartola. Um moinho triturador de sonhos, destruidor de ilusões e quando menos se espera pode-se estar diante de um abismo cavado com os próprios pés. Depois de ter esquecido tudo o que aprendemos na escola, educação é o que nos resta, inclusive a educação que o mundo nos ensinou. A esse grande mestre, claro, nossa imensa gratidão e carinho. Tendo percorrido todos esses caminhos ao longo dos anos, imaginamos que nada mais nos surpreende. Ledo engano! O velho mestre também nos ensina que a calvície e cabelos brancos não significam saber tudo. Inclusive quando não aprendemos ainda a escolher quem nos representa, quem são os melhores e como fazer para não repetir o erro. E por ser assim assistimos esse espetáculo patético! Porcos sujos, grosseiros e malfeitores chafurdam sem parar, tramam a todo instante, moem as esperanças da gente por eles representada. Ah, faz parte do script em qualquer sociedade organizada! Temos que odiá-los? Talvez não, afinal o ódio é um sentimento autodestrutivo, doentio. Bani-los, sim! Afastá-los desse mar de lama cujo odor ficou completamente insuportável, ainda é possível. O mal que nos fazem hoje, o tempo não vai curar. Pelo contrário, o tempo se encarregará de nos provar que as consequências desse estado de incertezas será um preço muito caro e tarde demais para recuperar. É mais uma lição que o mundo nos ensina. Será que vamos aprender?

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