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Opinião

Um Pa�s de senhores

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Dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preveem que, em 2030, a proporção de idosos na população geral será de 18%, contra os 11,7% registrados em 2015. Se, por um lado, essa previsão é positiva por mostrar o aumento da expectativa de vida ? que já foi de 48,4 anos e agora chega a 73,4 ?, por outro serve como alerta para a necessidade de o País se preparar adequadamente para lidar com o envelhecimento de sua população. Há, com certeza, muitos desafios. É preciso, por exemplo, aumentar as capacidades funcionais dos indivíduos após os 65 anos. Além disso, muitos idosos estão sendo cuidados por outros idosos, e esses idosos cuidadores também estão doentes. O cuidado com o idoso exige uma capacitação. Não se pode deixar de ressaltar que a população idosa também está sujeita a diversos tipos de violência: física, psicológica, sexual, econômico-financeira, emocional e social, além do abandono e negligência. O mais grave é que boa parte dos agressores são os próprios filhos, seguidos dos cônjuges ? 20%. Dos crimes contra idosos, 28% vêm de maus tratos psíquicos. O abuso financeiro é um dos mais recorrentes. Outro desafio se refere aos gastos da Previdência Social, que, em 2013, chegou a consumir 23% das despesas orçamentárias do País. Em segundo lugar veio a Saúde, que respondeu apenas por 4% desses gastos. As dificuldades econômicas fazem com que um número significativo de idosos continue trabalhando. Embora recebam benefícios, eles permanecem no mercado de trabalho. Evidenciam-se as dificuldades, desde 1998, para se aposentar e, ao mesmo tempo, esse aumento da população de idade ativa que concorre com os idosos. O País tem o desafio de executar políticas públicas que resultem em uma melhor qualidade de vida para a pessoa idosa e garantam a manutenção dos direitos já adquiridos. Para isso, precisa reformar seu sistema de previdência, aprimorar o Sistema Único de Saúde, melhorar a mobilidade urbana e as condições de acessibilidade e investir também em programas e projetos que estimulem o envelhecimento saudável, por meio do lazer e das atividades físicas e culturais. Tudo isso tem de começar a ser feito já, pois o tempo é curto.

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