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Energia para crescer

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Considerada uma das melhores matrizes elétricas do mundo, o Brasil tem um importante diferencial em relação aos outros países: o imenso potencial de recursos energéticos renováveis. Cerca de 87% da matriz brasileira é de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 13%. Nas últimas décadas, o País construiu um setor energético moderno, vigoroso e sofisticado, necessário a seu crescimento econômico e ao atendimento à população. Durante décadas, o Brasil teve seu fornecimento energético baseado quase que totalmente em hidroeletricidade. Isso trouxe alguns problemas no início do século 21. Em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, o País viveu um período de severa estiagem, e o governo foi forçado a reduzir em 20% o consumo energético em praticamente todo o País, o que afetou o desempenho da indústria e da economia nacionais. Mais recentemente, o cenário energético voltou a ser crítico. Contudo, o suprimento foi complementado com o acionamento das termelétricas. Apesar de cumprirem com o seu papel de fonte auxiliar em momentos críticos, o acionamento das termelétricas tem a desvantagem de encarecer o preço da energia para as distribuidoras e para o consumidor, fato que também pressiona a atividade industrial. A diversificação das fontes energéticas é fator primordial para que haja evolução equilibrada da matriz elétrica brasileira. Para que seja sustentável, essa transição deve priorizar a competitividade resultante da utilização de diversas fontes, considerando seu custo de geração, desempenho operacional e confiabilidade, além de segurança ambiental em um quadro de atratividade econômica e financeira. O Brasil tem um grande potencial para a geração de energia limpa e barata ? temos água, vento e sol em abundância ?, no entanto, esse potencial ainda não foi totalmente alcançado e, como consequência, temos a energia para uso industrial mais cara do mundo. Focar na diversificação da matriz energética e estimular a criação de projetos complementares são algumas das medidas necessárias para amparar o setor industrial e para manter níveis de expansão adequados às necessidades e ao potencial do País. Esse é um dos principais desafios do governo e ponto fundamental para a retomada do crescimento econômico de modo sustentado e de longo prazo.

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