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Integra��o de for�as

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Tramita no Congresso um projeto de lei enviado pelo Executivo que cria o Sistema Único de Segurança Pública. O Susp funcionaria nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS) e teria coordenação entre as polícias Federal, Rodoviária, Ferroviária, Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiro Militar e da Força Nacional de Segurança. Os defensores da proposta argumentam que, por meio do Susp, será possível reforçar o apoio aos programas de aparelhamento e modernização dos órgãos de segurança pública, efetivar o intercâmbio de experiências técnicas e operacionais entre os órgãos policiais, promover qualificação profissional e coordenar as atividades de inteligência. O objetivo seria prevenir, criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio, planejar estratégias, identificar os métodos e mecanismos que serão usados. Policiais civis e militares frequentariam a mesma academia, com acesso à formação prática e teórica idêntica. O governo também estimularia a criação de unidades policiais integradas, reunindo, em um mesmo local, forças das polícias civil e militar. Isso mudaria a cara da segurança pública no Brasil, que, pela primeira vez, contaria com projetos amplos de longo prazo para evitar futuras crises de violência. Para aderir ao Susp, os governadores assinariam um protocolo de intenções com o Ministério da Justiça. Seria criado no estado um Comitê de Gestão Integrada, do qual fazem parte o secretário estadual de Segurança Pública e mais representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e guardas municipais. Os críticos do projeto dizem que se trata apenas de um ?carta de intenções?, sem impacto na realidade. Uma das fragilidades do texto seria não prever a atuação de peritos e do Poder Judiciário na solução de crimes. Há também a questão financeira. Sem previsão orçamentária, o projeto se tornará inócuo. Apesar dessas questões, a proposta é oportuna e um avanço para o País. A segurança pública não pode continuar sendo uma responsabilidade apenas dos estados. Na Copa do Mundo de 2014, por exemplo, houve uma integração muito forte da União, dos estados e dos municípios, o que contribuiu para o bom êxito do evento do ponto de vista da segurança. É preciso agora que essa integração passe a ser institucionalizada.

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