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HIST�RIA DOS FARMAC�UTICOS EM VI�OSA

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A farmacologia é o estudo das substâncias que servem para o preparo dos remédios em suas mais diversas administrações (comprimidos, cápsulas, cremes, pomadas, injetáveis); remonta ao Antigo Egito e desde antes de nossa Era já se ministravam chás, ervas, unguentos com algum efeito medicamentoso para o alívio ou a cura dos males. Um dos primeiros farmacêuticos de Viçosa foi o político ?doutor Motta? (Joaquim Pinto da Motta Lima), o qual, inclusive, figura nas Cartas de Graciliano Ramos; provindo de Alagoas (Marechal Deodoro), abriria, ainda no século 19, a sua Farmácia Motta, situada à praça Apolinário Rebelo, onde comerciou até mudar-se, perto da década de vinte, para a então capital do País. Zé Aragão, poeta, escritor, radioamador, homem plural, um dos farmacêuticos mais remotos da cidade, atendeu a gerações de clientes e comercializou muitos medicamentos. Sempre cumpridor das orientações médicas quanto às receitas, era marca sua o friccionar a ampola de injeção entre os dedos, o que, do atrito com a aliança, gerava-se um ruído característico. Edson Lucena Maia, mais conhecido por ?doutor Edson?, seria profissional de primeira monta à rua Padre Elói,onde também residia. Oriundo de uma tradição familiar, costumava ? curiosamente ? datilografar suas receitas e detinha um microscópio para exames. Luiz Loureiro de Albuquerque era descendente de verdadeira genealogia de farmacêuticos. A Farmácia Loureiro, situada à Praça Apolinário Rebelo, manipulara o ?Regulador Loureiro?. Certa vez, convidado seu dono para um almoço na casa de uma paciente que encontrara dificuldades para engravidar até se valer do produto, o esposo desta comemorou: ?Graças ao senhor Luiz Loureiro que minha mulher está buchada!?. Sem graça, seu Luiz Loureiro corrigiu: ?Não, meu amigo, foi a medicação que ela tomou!?. (Silêncio). Seu irmão Zé Loureiro, competente, fora quase um médico. Apreciador de uma bebidinha, porém quando chamado para assistir um paciente, mesmo altas horas da noite, tomava um banho e vinha todo conforme, perfumado, e a posologia era ?batata?, como diz o matuto. Francisco Canuto possuía seu negócio à rua do Calçamento; era um homem entendido, lia muito, e não só a respeito da área em que atuava, de vez que senhor de um conhecimento geral, destacando-se o jurídico; posteriormente, veio morar em Maceió, onde abriu, à avenida Moreira e Silva, a sua Farmácia Galeno, na qual ele mesmo passava o remédio, aplicava as injeções e fazia os curativos. Clodoaldo Ferreira, o ?Coló?, com seu empreendimento à praça Apolinário Rebelo, dizia em tom de brincadeira: ?Se tiver febre, não me negue?. E quando ia aplicar uma injeção exclamava: ?Chegou o homem para brincar com o menino!?. E haja choro... De início, Uriel Pinheiro de Carvalho inclinou-se para o ramo das bebidas. Gostava de fazer discursos e quando eu ia para o seu estabelecimento ensinava: ?Marcos, apurado não é lucro; e o que dá mais lucro não é a venda em grosso e sim a granel?. Proprietário da Farmácia Santo Antônio, nome este dado em homenagem ao seu filho médico doutor Antônio de Pádua, fora grande folião, mas só brincava Carnaval até a segunda-feira, pois na terça dormia cedo por conta da feira no dia seguinte. Todos estes pioneiros contribuíram de maneira relevante para o progresso farmacológico, comercial, humano e social de uma comunidade onde outrora era difícil ? como ainda hoje o é ? a fixação de um profissional médico no interior, segundo palavras do professor Nabuco Lopes.

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