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Opinião

DINHEIRO E A FELICIDADE

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A riqueza traz mesmo felicidade? Eis questão que se repete desde que o mundo existe e as pessoas se dividem entre riqueza, pobreza e miséria total. Você, o que acha? Ter dinheiro faz realmente uma família feliz? Pesquisadores da Universidade de Princeton, nos EUA, baseados em pesquisa realizada entre 2008 e 2010 e conduzida pelo Instituto Gallup, fizeram um estudo de avaliação com 1 milhão de americanos ouvidos por telefone. A intenção era medir o grau de satisfação dos pesquisados com a vida que levavam e de que modo o seu nível de renda interferia nisso. O resultado apontou para uma relação direta entre ganho e saúde emocional. Uma boa renda e saúde faz uma pessoa ter uma vida mais feliz na avaliação dos pesquisadores. Quanto mais dinheiro esses americanos relataram ter, mais felizes eles se consideravam. Os que não tinham uma condição financeira compatível com as suas necessidades básicas e quanto menor a renda, bem maiores os níveis de tristeza e estresse. Enfim, a pesquisa constatou que, ?A dor causada pelos infortúnios da vida, incluindo doenças, divórcio e solidão, é agravada pela falta de dinheiro, pela pobreza?. Segundo o mesmo estudo, até uma dor de cabeça incomoda mais os pobres que os ricos. Quer dizer, ser rico é tudo, dinheiro pode comprar a felicidade? Para o britânico Angus Deaton, Prêmio Nobel de Economia em 2015, quem ganha pouco tende a se preocupar com muito dinheiro, e isso leva essas pessoas a serem menos felizes. Aliás, o prêmio foi resultado de uma pesquisa por ele realizada sobre consumo, pobreza e bem-estar. Resumindo, a resposta do economista à pergunta se ?O dinheiro compra felicidade? depende de quanto dinheiro está em jogo e da definição de felicidade de cada um. O fato é que, segundo especialistas, o dinheiro ajuda e pode mesmo contribuir para a felicidade, mas não é tudo. Nem sempre faz o bastante para alguém ser feliz. Há quem admita que para ser feliz, basta que a pessoa seja um pouco mais rico que o vizinho. Ou ser o mais rico da rua, por exemplo, já é o suficiente para que alguém seja bem afortunado, independente do poder aquisitivo do bairro que more. Não vejo tanto assim. Dinheiro é bom, traz bem-estar material, conforto, mas a felicidade não depende apenas dele, como pensava e escreveu Rui Barbosa: ?Onde está a felicidade? No amor, ou na indiferença? Na obediência, ou no poder? No orgulho, ou na humildade? Na investigação, ou na fé? Na celebridade, ou no esquecimento? Na nudez ou na prosperidade? Na ambição ou no sacrifício? A meu ver, a felicidade está na doçura do bem, distribuída sem ideia de remuneração. Ou, por outra, sob uma fórmula mais precisa, a nossa felicidade consiste no sentimento da felicidade alheia, generosamente criada por um ato nosso?.

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