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O novo �xodo

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De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o total de pessoas deslocadas ? homens, mulheres e crianças forçadas a deixar suas casas em razão da guerra ou de perseguições ? chegou em 2015 a 65,3 milhões em todo o mundo. Trata-se da maior crise de refugiados e migração desde a 2ª Guerra Mundial. Metade dos refugiados é composta por crianças e adolescentes, e o número de menores desacompanhados cresceu significativamente. O relatório Tendências Globais, da Acnur, informa que, dos 65,3 milhões de refugiados existentes em 2015, 3,2 milhões se encontravam em países industrializados aguardando solicitações de refúgio. Cerca de 21,3 milhões de refugiados estavam em outras regiões ao redor do mundo e 40,8 milhões foram forçados a fugir de suas casas, mas continuam dentro das fronteiras de seus próprios países. Na maioria das regiões do mundo o deslocamento forçado tem aumentado desde meados da década de 90. Mas esse crescimento se acentuou ao longo dos últimos cinco anos. De acordo com a Acnur, há, pelo menos, duas razões que explicam esta tendência: situações que causam grandes fluxos de refugiados estão durando mais, com os conflitos na Somália ou no Afeganistão estão agora em sua terceira e quarta décadas, respectivamente; e novas ou antigas situações dramáticas estão ocorrendo frequentemente. O maior conflito atual é na Síria. No Brasil, o número total de solicitações de refúgio aumentou mais de 2.868% entre 2010 e 2015 (de 966 solicitações em 2010 para 28.670 em 2015). A maioria dos solicitantes de refúgio vem da África, Ásia e o Caribe. Atualmente, o País possui atualmente quase 9 mil refugiados reconhecidos, de 79 nacionalidades distintas. Os principais grupos são compostos por nacionais da Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina. Não existe solução mágica para o problema dos refugiados. Especialistas apontam que o trabalho deve começar pelos países de origem desses refugiados, a fim de sanar a raiz do que causa a imigração. Não é, porém, algo que vá acontecer em curto prazo. Enquanto isso, é preciso assegurar condições básicas de sobrevivência a esse contingente. Trata-se de uma questão humanitária, que deve estar acima de preconceitos, intolerância ou qualquer forma de discriminação.

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