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Opinião

SOLID�O DE ESTUDO

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Em meio a tantas modalidades acadêmicas de comunicação estabelecidas no âmbito da aprendizagem, o estudo solitário opera eficácia plena no que se refere à assimilação, inovação e reprodutividade de conteúdo. Estudar é ato multifacetado. Requer, como exemplos, atitude, reflexão, cotejamento, resolutividade de demanda, acréscimo ao já sabido, criatividade, critérios subjetivos, ilações, fixação, perspicácia, escolhas e renúncias. Isso só se consegue com primor num nível cognitivo aprofundado. E num ritmo cadenciado, compassado, estabelecido pelo aprendiz condizente com a dificuldade de manuseio do fragmento do tema analisado. O ambiente linguístico, pois, propício para a operação de tais habilidades a fim de articulação dos signos, vocábulos, fonemas ou códigos gráficos, com vistas à exaustão da comunicação, pressupõe tão somente dois protagonistas: o leitor e o leitor. Sim! Apenas o leitor em dialética consigo mesmo, referendando seu jeito de funcionar, de ser, pode firmar salutar conexão entre o significante e o significado ? processo inerente senão ao sujeito receptor, que leva em conta sua experiência e seu maneirismo no trato com a aprendizagem. O estar sozinho prepara um ambiente psicológico que põe em xeque as interferência mundanas, cuja blindagem canaliza um foco gnosiológico (e epistemológico) eficaz, preciso e satisfatório, imperativo na relação sujeito-objeto. A Escola (e nesse contexto a Universidade), entenda-se em seus diversos níveis de aplicabilidade, dispõe orientações, facilitações, métodos e equivalentes de inefável valor informativo; num universo, todavia, adverso ao paradigma cognitivo particular a cada discente. A internet, por sua vez, da mesma forma livros e periódicos, se conduzida para o espaço entre o aluno e si próprio, revela ferramenta ideal, porém, nem sempre confiável, para essa interlocução. Cabe ao pesquisador, portanto, selecionar-lhe os dados que exprimem fidelidade à verdade em persecução. Na contramão pedagógica, cite-se o estudo ou ?trabalho? em grupo: socializante, indubitavelmente; tem servido, no entanto, para se fixarem notas em participantes que simulam ganhos de performance, quando de fato busca-se ajeitá-los (diga-se precariamente) aos preceitos curriculares ? eis um dos inúmeros motivos pelos quais nossa Educação revela-se inepta: busquem-se os levantamentos oficiais! Com isso, brota o autodidatismo, cunhado para o sujeito que desenvolveu ? e ainda desenvolve ?, ao longo de sua existência, as destrezas inesgotáveis de assimilação, quase com perfeição, do que lhe propõe o aperfeiçoamento pessoal nas diversas esferas dos conhecimentos científico, artístico, cultural, literário e filosófico ? desenvolto num panorama solitário, isolado, absorto. À exceção da técnica, para cujo adestramento exige a intermediação de instrutor. Com efeito, o estudo solitário, submerso, de si para si, consagra-se pelo estado de equilíbrio mental fundamental para o fomento da aprendizagem humana competente, anônima e quase que autossuficiente. Não vê quem não quer!

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