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Opinião

PROMOVENDO A PAZ NA BASE

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Estava eu com um casal de amigos de São Paulo, mostrando a nossa capital e passeando pelo Jaraguá, quando um rapaz me chamou pelo nome e aproximou-se. Estava ali como ?flanelinha?, ou seja, guardador de carros, e ao me reconhecer pediu a benção. Era um jovem que havia feito um período de internação numa Comunidade Terapêutica ao qual sempre vou celebrar as santas missas. Ele toca violão e durante o tratamento utilizava esse dom a serviço da evangelização. Naquele encontro conversamos bastante e o jovem mostrou-me sua companheira e falou da sua nova vida. Ao final, deu-me um abraço e pediu a benção novamente. Vi que a referência religiosa era muito positiva para ele e que representava uma graça para que tudo desse certo em seus projetos. Saí dali tocado. Além dessa experiência, partilho com os leitores que circulando por Maceió encontrei diversos outros jovens vivendo como trabalhadores informais nos semáforos, vendendo produtos, limpando para-brisas e fazendo inúmeras outras atividades, que ao me avistarem se alegravam, pediam a bênção e aproximavam-se para ter um contato e rezarem ali mesmo. Estes também tinham passado por comunidades terapêuticas e a referência religiosa permanecia, trazendo assim uma carga de motivação naqueles momentos. Então, diante dessas situações relatadas me pus a refletir sobre o enorme bem que estava acontecendo por trás de tudo isso. Com o surgimento e o crescimento desses locais de acolhimento em nosso Estado, os dependentes químicos passaram a ter uma possibilidade de mudança concreta de vida. O primeiro centro foi gerado na Igreja Católica e muitos desses lugares estão ligados atualmente a uma entidade religiosa. Com a crise de valores em nossa sociedade, aquele que passa por uma internação não sai somente com a possibilidade de ficar livre do vício, ele recebe uma gama de valores morais e éticos, baseados numa ótica cristã. O bem produzido torna-se como uma marca que é perene. Acredito que a Secretaria de Estado de Promoção da Paz teve a feliz iniciativa de apoiar e financiar essas casas, pois percebeu que tratando a dependência química diminui-se a criminalidade e consequentemente a violência em Alagoas. São mudanças concretas porque são pessoas transformadas. É a paz sendo gerada na base e já podemos colher frutos dessa obra.

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