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Universidade para todos

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Pesquisa apresentada pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Bames) mostra que 50,5% dos jovens que pretendem ingressar em curso superior de universidade não têm condições de pagar as mensalidades e precisam da ajuda de programas de financiamento do governo. Apenas 37,3% informaram que poderiam pagar as mensalidades e 12,2% disseram que talvez tenham condições de pagar. O estudo ouviu mil brasileiros com idade entre 18 e 30 anos, com ensino médio completo. A pesquisa também perguntou aos estudantes o que pensam sobre a proposta de redução de investimentos em educação pelo governo federal. A maioria (75%) disse que é contrária ao corte. Sobre a cobrança de mensalidades por universidades públicas, mais da metade (57,3%) também se opôs à proposta. Se pudessem escolher, 71,2% dos entrevistados optariam por uma universidade pública, enquanto 25,1% escolheriam uma instituição particular Há hoje, no Brasil, uma consciência generalizada de que o desenvolvimento do sistema de ensino superior constitui um fator fundamental para o desenvolvimento econômico, político e social do País. Diante das limitações orçamentárias que precarizam o funcionamento das instituições públicas de ensino superior, uma das questões que volta e meia reaparecem nesse cenário é a discussão sobre a cobrança de mensalidades. A Constituição Federal garante a gratuidade do ensino público. Em outros países, a cobrança de mensalidade ou anuidade é comum no ensino superior. Nos Estados Unidos, por exemplo, universidades públicas e privadas podem receber investimentos estatais e cobrar mensalidade dos alunos. Já na França, todas as universidades são federais, e o governo arca com quase todos os custos estudantis. Um dos argumentos dos que defendem a cobrança de mensalidades é que, pelo modelo atual, jovens de alta renda, que pagaram os melhores colégios e cursinhos, acabam recebendo de graça justamente a parte mais cara de sua formação. Portanto, seria justo cobrar de quem pode, que seria uma forma de combater a desigualdade. A questão não é tão simples e exige um debate qualificado. O fundamental é buscar meios de garantir a todos os estudantes acesso ao ensino superior de qualidade.

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