Opinião
NETOS, ALVORADA DE VIDA!
Há cinco anos, entrevistada pela saudosa Maria José Palmeira ? a cronista Lilian Rose, na TV Mar, me surpreendeu: Mirian, posso desafiá-la a escrever sobre o Dia das Mães? Em 26 de julho de 2011, aqui na nossa GA, dediquei-lhe a crônica: Feliz Dia dos Avós! Você já sentiu a emoção de ser avó? É indescritível! Com o nascer dos netos, renascemos! Sentimos o eclodir das estrelas! A alvorada surge mais calorosa e intensa! Presenciamos a magia da expansão da família! Sentimos a perpetuação do nosso amor como o frescor de botões de flores se abrindo! A mais sublime tarefa do ser humano é criar uma nova vida. Como é doce e suave o choro de um ente querido ao nascer! É cheiro de vida! Enquanto ele chora, a família sorri e os avós choram sorrindo! Os netos são o maior presente da maturidade. Com eles exercitamos a paciência, o carinho, o apoio, a cumplicidade. Duplicamos o amor. Tornamo-nos seres melhores. Com os meus quatro netos, sinto-me mais aconchegante, afetuosa e feliz. Maíra, a mais velha, no frescor dos seus 16 anos, é meiga, suave e discreta. Aos olhos da avó é encantadora. Arthur, meu lindo Arthur, adolescente de 13 anos, é emotivo e amoroso. Seus pais Sérgio e Letícia os vêm educando assertivamente. Kayan, na ingenuidade de seus 5 anos é delicado e muito carinhoso. Fisicamente, é a cópia do seu pai Ricardo. Há poucos dias, ao rezar à noite com sua mãe Carminha, chorou perguntando pelo vovô Cícero. Questionou a morte: por que as pessoas desaparecem quando morrem? Emocionou-nos! A sapeca e graciosa Marina é feita de energia. Com apenas 3 anos, determinação não lhe falta. Dos quatro netos é a que mais parece com a ?vovó coruja?, que acha seus 4 netos lindos e maravilhosos! Coisas de avó... São eles os maiores estímulos de minha vida. Eles suavizaram o vazio com a partida de meu inesquecível Cícero, que sempre lhes dedicou imensuráveis assistência, carinho e amor. Queridos netos, inspirando-me em Confúcio, digo-lhes: Quando vocês nasceram, a família se regozijou. Vivam sensatos e amorosamente, de maneira que ao partir, todos chorem e só vocês sorriam. Netos, alvorada de vida!