loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

BICENTEN�RIO: CONTAGEM REGRESSIVA

Ouvir
Compartilhar

Estamos em contagem regressiva para um evento que fala muito alto ao coração de Alagoas: as comemorações dos 200 anos da nossa Emancipação Política. O Governo do Estado confere ao Bicentenário a importância histórica e cultural que lhe é devida. Por isso o Estado já se pôs em marcha rumo ao 16 de setembro de 2017, iniciando os preparativos para que o evento seja marcante para o nosso povo. No dia 20 de maio, o governador Renan Filho instalou oficialmente a Comissão Especial para o Bicentenário da Emancipação Política de Alagoas, e entregou-me a responsabilidade e a honra de presidi-la. A Comissão é formada por pessoas jurídicas, instituições governamentais e não governamentais, tem um número de integrantes definido e terá a missão de coordenar a execução dos trabalhos do Bicentenário da Emancipação. Em 30 de junho, o governador anunciou, em solenidade no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, a criação do Fórum do Bicentenário. O Fórum é constituído por entidades e personalidades que queiram contribuir com o programa de realizações em torno do evento. Ele debaterá propostas para o evento e as encaminhará à Comissão. Será o principal cadeirão no qual fervilharão as ideias, enquanto a Comissão cuidará de organizar e viabilizar esse processo produtivo. A internet será o canal privilegiado para os debates no Fórum. E a primeira rede social a ser utilizada nesse trabalho é o Facebook, ferramenta que conta com um grupo específico disponível para nosso trabalho. Tanto a Comissão quanto o Fórum trabalham voluntariamente, sem qualquer espécie de remuneração. É a sociedade de Alagoas doando sua inteligência e oferecendo ideias para dar mais brilho e conteúdo ao Bicentenário. Sabemos que a história de Alagoas começa muito antes de 1817, e os traços dessa personalidade marcante, própria, podem ser identificados na epopeia do Quilombo dos Palmares, no processo em torno da presença holandesa no Nordeste, com a controversa postura adotada por Domingos Fernandes Calabar, em 1632, e mais lá atrás, em 1556, no afundamento, em nossas praias, da nau Nossa Senhora da Ajuda, que resultou no incidente que vitimou o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha, cuja culpa foi atirada sobre os índios caetés. Temos, portanto, muita história para pesquisar antes de continuar a contá-la. Isto só para falar do tempo anterior à Emancipação. Este é o momento para se debruçar sobre todo este acervo, em busca das raízes mais profundas das Alagoas e reavivar, fortalecer o amor-próprio da nossa população.

Relacionadas