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SER PAI

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É uma missão muito importante a de ser pai. O pai verdadeiro, solidário e amigo. O mundo vai mudando e a responsabilidade do pai nos tempos modernos é bem maior do que no passado, pela influência do ambiente na vida dos filhos. Educar tornou-se uma tarefa difícil atualmente. Televisão, internet, revistas, filmes, más companhias, sentimentos e formas de pensar e de agir do adolescente exigem do pai muita atenção, compreensão, paciência e diálogo. A criança precisa sempre da presença do pai para poder imitá-lo. Ela o ama intensamente, ainda mais nos primeiros anos de vida e, em decorrência desse amor, identifica-se com ele sem perceber. A criança, inegavelmente, assimila o que o pai é, influenciando decisivamente as atitudes tomadas durante o resto de sua vida. Há pais que, infelizmente, não conseguem externar amor pelos filhos. Todo filho espera ser amigo do pai, ser acolhido por ele nas noites de insegurança, independente de idade. Sim! É de amor que se trata. Amor dos filhos que esperam correr para debaixo das asas do pai quando o tempo escurece, quando a vida decepciona, quando a esperança ameaça se apagar. É ao pai que a gente sempre recorre. É com ele que a gente quer se abrir, chorar fracassos e participar alegrias. Queremos pais que nos ajudem a corrigir o rumo e que nos digam que a vida é simultaneamente bela e arriscada. Eu digo sempre aos papais que frequentam o meu consultório que aproveitem quando levam os filhos para a escola ou passeios, que cantem com eles, contem histórias. Chame os filhos de amigo, companheiro. Eles nunca mais vão esquecer. Estou com 79 anos e jamais esqueci os momentos vividos com meu pai quando voltava do trabalho. Há uma canção chamada Utopia, que resume muito bem o que seja uma família. Eu vivi pessoalmente essa maravilha que me deu forças para construir uma linda família. Diz a música: ?Das muitas coisas do meu tempo de criança/ guardo viva na lembrança/ o aconchego do meu lar/ no fim da tarde quando tudo se aquietava/ a família se juntava lá no alpendre à conversar/ Eu tantas vezes vi meu pai chegar cansado/ mas aquilo era sagrado/ um por um ele afagava/ e perguntava quem fizera estripulia/ a mamãe nos defendia e tudo aos poucos se ajeitava/ todo mundo então queria que papai cantasse com a gente/ desafinado, meio rouco e voz cansada/ ele cantava mil toadas olhando tristonho o céu poente/ Correu o tempo e hoje eu vejo a maravilha/ de se ter uma família quando tantos não a têm/ Agora falam de desquite ou de divórcio/ o amor virou consórcio compromisso de ninguém/ há tantos filhos que bem mais que um palácio/ gostariam de um abraço e do carinho de seus pais/ chame a isso de UTOPIA e eu a isso chamo de PAZ?. Felicidades para todos os pais alagoanos.

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