Opinião
MIAMI, ALGUNS DIAS EM BRICKELL DISTRICT
Nossa primeira visita foi às três ilhas mais importantes do arquipélago Ilhas Virgens, todas muito atraentes, principalmente com suas praias banhadas por mares cor azul-turquesa intenso e céu resplandecente. E onde nos deslumbramos com a ostentação de joias exuberantes, confeccionadas em pedras originais, expostas nas vitrines de suas variadas joalherias. Daí partimos rumo à popular Miami, intensamente visitada por povos de todas as partes do mundo, principalmente por ser o ponto de onde, geralmente, chegam os turistas a encaminho da famosa Disneyworld. Miami é, também, uma das mais usadas cidades para entrada e partida dos Estados Unidos da América do Norte. Hospedamo-nos no Brickell Distrito, lugar residencial muito bonito e moderno, num hotel chinês: o Mandarim Oriental. Hospedagem de luxo, construída às margens do Oceano Atlântico que lhe empresta um encantador aspecto. Este bairro de Miami ocupa uma península que está ligada ao continente por várias pontes arqueadas e por uma estrada que segue pelo istmo estreito e longo. A situação do hotel te proporciona encantadoras paisagens e a visão de todo o litoral de Miami até a famosa Miami Beach. Todos os quartos dão para o mar que nos acalenta com o marulhar intermitente de suas ondas. Nosso ?breakfast? era servido num terraço cercado de águas, cujas mesinhas permaneciam sempre cobertas por grandes guarda-sóis, como proteção contra as intempéries. Muito agradável! E que guloseimas deliciosas nos eram servidas no nosso café da manhã! A cozinha chinesa é deliciosa! Diferente da japonesa que é á base de comidas cruas, lindas, porém difíceis ao paladar ocidental. Os hashis, palitos orientais para servir também são usados. Já não me lembrava de como fazê-lo. Havia talheres como os nossos, mas fiz força para me recordar e consegui comer com os pauzinhos! Achei mais poético! Brickell District me encantou com seus altos edifícios levantados por todos os lados e em torno de um lindo parque sombreado por frondosas árvores, algumas floridas. Um grande lago estendia-se nesse lugar sereno, refletindo a estátua de uma criança, colocada no centro do mesmo e a imponência dos prédios em torno. Sentada em minha cadeira de rodas, consegui percorrer todos os recantos desse bairro tão bonito, indo até quase ao Porto que se avistava do hotel, repleto de transatlânticos de luxo e de outro tipos de barcos. Ah! Como é gostoso o sentimento de independência e prazer que me dão esses passeios sozinha na cadeira de rodas, dominando os caminhos das cidades mais estranhas do mundo! Às vezes tomava um táxi e ia rodar pelo centro comercial de Miami ou por Miami Beach, ou Coral Gable, o bairro dos milionários onde já fui tantas vezes que só revê-la me bastava. Já havia feito tantas compras no navio e nas ilhas do Caribe que as loias já não me atraíam. Preferia mesmo circular pela Brickell Tray, Brickel Avenida, Brickell Tray Drive, travessando as várias pontes em torno da península onde se elevava meu hotel. Há muitos anos não ia à Miami. Fui tantas vezes nessa popular cidade norte-americana que já não me atraía mais. Porém Miami cresceu muito e se tornou uma urbe muito movimentada, cheia de parques e de barezinhos animados, repletos de turistas, belas paisagens e centros de compra. Suas lojas são mais atrativas e procuradas e oferecem tudo que o estrangeiro queira comprar. Seus parques, zoológicos e teatros são lugares bem frequentados. Além disso, aí aportam vários navios e seus aeroportos são pontos de partida de aviões para todas as partes do planeta. Voltamos para o Brasil num moderno avião da American AirLines. Ele trazia quatrocentos passageiros e alguns já se destinavam às Olimpíadas do Rio, já bem próximas.