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Sem vagas

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Projeções feitas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que o número de jovens desempregados no mundo deve voltar a aumentar este ano, chegando a 71 milhões, e se estabilizar em 2017. A OIT estima que o índice mundial de desemprego dos jovens com idades entre 15 e 24 anos deve atingir 13,1% em 2016, contra 12,9% em 2015, ou seja, um aumento de meio milhão de pessoas. Esse aumento acontece depois de três anos de queda e se explica por uma recessão mais profunda do que o esperado em alguns dos grandes países emergentes exportadores de matérias-primas, assim como pela estagnação do crescimento em alguns países desenvolvidos. Entretanto, de acordo com a OIT, esses números não refletem a gravidade da situação do mercado de emprego dos jovens nos países emergentes e naqueles em desenvolvimento, porque, entre os jovens que trabalham, muitos não ganham o suficiente para sair da pobreza No Brasil, a taxa de desemprego entre a população que está entrando no mercado de trabalho, de 18 a 24 anos, foi de 24,1% no primeiro trimestre de 2016. É mais que o dobro da taxa geral de desemprego para o período, divulgada no final do mês passado, que foi de 10,9%. Vários fatores ajudam a explicar o cenário desfavorável aos jovens entre 18 e 24 anos: crescimento significativo no número de estudantes buscando colocação profissional, mais jovens precisando colaborar com a renda familiar e queda brusca na oferta de cargos voltados para profissionais com pouca ou nenhuma experiência. Nos últimos 15 anos, o Brasil apresentou um crescimento significativo no número de jovens cursando o ensino superior, entretanto o mercado não cresceu no mesmo passo e foi incapaz de absorver tantos profissionais. Com a recessão econômica, muitas empresas foram obrigadas a cortar postos de trabalho menos essenciais, reduzindo o número de vagas normalmente eram ocupadas por iniciantes. O resultado desse contexto é um crescente desalento entre os jovens e empregos de baixa qualidade, informais e de subsistência. A saída passa pela implementação de políticas que incluam educação, formação, experiência e incentivos à contratação. É fundamental, porém, que o País volte a crescer, para que esses jovens também encontrem seu lugar no mercado de trabalho.

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