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Opinião

O DIA DE UM SOLDADO MUITO ESPECIAL!

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O Dia do Soldado tem um significado muito especial para mim. Lembro-me do meu pai: general do Exército Brasileiro Manoel Cândido Fernandes. Sua figura humana e profissional é guardada em minha lembrança com muito orgulho e carinho. Pai carinhoso, esposo amantíssimo, amigo leal e dedicado, deixou para todos o exemplo de uma vida honrada, repleta de lembranças, onde a bondade e o respeito se entrelaçavam em todos os seus atos humanos. Como profissional era um cumpridor rigoroso de seus deveres, porém nunca deixou que suas obrigações de comando interferissem na justiça e na humanidade de seus gestos. Por tudo isso foi um homem amado e um profissional respeitado e querido de seus comandados. Trabalhou durante oito anos como subcomandante do Colégio Militar do Ceará e foi exemplar no cumprimento de seu ofício, conquistando a admiração dos companheiros e dos alunos. Quando estes cresciam e passavam para a Escola Militar, demonstravam o carinho, a gratidão e a amizade àquele que havia feito deles homens de bem e militares de respeito. Nossa casa estava sempre cheia de alunos; meninos que vinham de outros estados para estudar naquele colégio exemplar e que meus pais acolhiam em seu lar, procurando lhes oferecer o ambiente familiar que lhes faltava, morando longe de suas casas. Meu pai, o homem: alto, formoso; herdara de seu avô espanhol os olhos grandes e bonitos. A cor azul acinzentada foi da avó portuguesa. Correto, enérgico, porém alegre, festeiro e acolhedor. Amigo fiel. Tudo era motivo para receber os conhecidos em sua casa. Amava a música, nunca deixando de frequentar, com as duas únicas filhas, as temporadas de óperas no Municipal, quando estávamos morando no Rio de janeiro. Sim, porque os ministros da guerra, sabendo-o um militar exemplar, mandavam-no para resolver as encrencas políticas mais sérias, que aconteciam nos estados. Uma vez fomos parar em Mato Grosso, onde o governador queria exterminar os deputados da oposição. Ele foi defendê-los. Acabou amigo do chefão, mas protegeu, com rigor, os políticos. Aumentaram, ele e mamãe sua lista de amizades, pois eram, ambos, muito boas-praças. Já estávamos há bastante tempo no Rio de Janeiro quando o ministro achou que meu pai tinha que vir para Alagoas. Foi no governo do Gal. Ismar de Góes Monteiro. E minha mãe tornou-se grande amiga de D. Florendinha. Mamãe, também era muito dada. Foi assim que me tornei alagoana. Aqui me casei com um filho da terra, Dr. José Lyra, e demos, a este estado, mais 23 cidadãos.

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