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Opinião

ANG�STIAS & INCERTEZAS

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Buscamos incessantemente entender o significado de tantas coisas, o comportamento de pessoas, atitudes, reações. Entender a nós mesmos para sermos melhores como amigos, pais, filhos, esposos, avós, patrões, profissionais. Ser sábio na hora de falar, calar no momento certo, sobretudo ouvir e ouvir. Aliás, sou daqueles que acreditam que a vida é uma reinvenção constante para não corrermos o risco de sucumbir diante do espelho de adversidades que reflete dissabores e amarras no mundo de frivolidades. Muitos perigos, enormes transformações de conceitos e sentimentos. Até duvidamos se amanhã tem amanhã e se o futuro tem futuro. Imagino como serão as gerações do século XXII com o avanço sem breque da tecnologia. A mão de obra substituída pela máquina dominando as fábricas, indústria e o campo. Nos hospitais, quem cuidará dos pacientes, dos velhinhos, dos bebês, os robôs? Como as pessoas proverão seu sustento com a escassez do emprego? A humanidade está obcecada pela ganância, o mundo sangra pela violência sem limites, pela desgraça da fome, da miséria e das guerras inúteis. A realidade brasileira de pobreza extrema pouco mudou ou mais precisamente, quase nada. Enquanto distraia a ignorância nacional com discurso factoide, o governo populista abria caminho para saquear dinheiro e dignidade, empurrando a nação para as profundezas do caos social e econômico. Se olharmos sem paixão na direção correta, enxergaremos com pouco esforço pelas ruas as consequências da mentira. Gente de todas as idades perambulando, sem teto, escola, comida, sem perspectiva e sem esperança. Violentando-se. Um País analfabeto, um povo usado, explorado e vilipendiado não pela política ou políticos, mas pela cultura nefasta do desamor ao País instalado nos poderes. No mundo, o terrorismo, crenças religiosas fanáticas, o preconceito contra os homossexuais, discriminação racial, a brutalidade contra a mulher, escrevem uma página negra de dor e sofrimento que o maldito lúcifer jamais imaginou inserir no seu plano diabólico. Aquele garfo cruel, imagem comum nos livros religiosos, já não passa de um acessório insignificante. No mundo, milhões de seres humanos ardem vivos queimando nas labaredas da desumanidade patrocinada por líderes insanos que disputam quem será o primeiro a lançar o bombástico brinquedinho chamado de ?arma nuclear?: Donald Trump, Coreia do Norte, China, Japão, Irã, Israel, Paquistão, Rússia? O tratado de 1968 de não proliferação dessas armas nunca foi rigorosamente respeitado pelas grandes potências mundiais. A insensibilidade humana ultrapassa limites. Nada pode ser tão cruel quanto o desespero e a dor das famílias de migrantes e refugiados sírios, afegãos e iraquianos fugindo da violência do país de origem para se agarrarem a uma incerta chance de vida. Esta interminável agonia está simbolizada na foto que chocou o mundo do menino sírio Aylan Kurdi, encontrado com o rosto quase enterrado à beira-mar do Mediterrâneo. ?Temos de refazer o homem de dentro? ? Papa Paulo VI, 1973.

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