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CONVERG�NCIA PARA A INCLUS�O SOCIAL E PRODUTIVA

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As políticas públicas de Assistência e Desenvolvimento Social vivem um momento de definição dos rumos que deverão interferir na vida de milhões de pessoas nos próximos anos. Atualmente, a principal preocupação do Governo Federal e do Governo de Alagoas nesse sentido está no avanço dos programas sociais a partir da inclusão produtiva. Nosso Estado, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), participa da formatação do Plano Nacional de Inclusão Social e Produtiva que vem sendo elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA). O plano deverá partir do princípio da emancipação de famílias em situação de pobreza, principalmente as que estão incluídas nos cadastro do Programa Bolsa Família. Nesse sentido, planeja-se a promoção da inclusão social e produtiva dessas famílias, indução ao desenvolvimento local e contribuição para a superação da pobreza intrageracional. Os alagoanos foram convocados para contribuir na elaboração do Plano Nacional. Um dos principais aspectos já apontados pela nossa delegação é a necessidade de estímulo à convergência entre objetivos, programas e ações, visando otimizar a execução das atividades. Essa convergência pode ser concretizada com um modelo de gestão com metas compartilhadas, equipes matriciais e foco em resultados efetivos, contribuindo para o uso racional de recursos financeiros e humanos, estimulando a interação entre as equipes de forma transversal em todos os programas, promovendo a sinergia entre as ações e ampliando o alcance dos resultados esperados. Essa é a lógica da convergência. E, se tudo em algum momento converge e se integra, os resultados são potencialmente muito melhores e de maior impacto na sociedade. Deve ser evitada a visão fragmentada dos programas, projetos e ações da Política Nacional de Inclusão Social e Produtiva. Deve ser implementada uma efetiva visão de integração, de sistema. Trata-se de uma mudança de paradigma visando à lógica da transferência, à integração entre pessoas, ações, recursos e metas. Uma das sugestões apresentadas refere-se à aproximação entre comunidades em risco e especialistas e intelectuais da região ou Estado onde a comunidade está inserida, entre eles, designers, arquitetos, engenheiros, economistas e gestores de negócios, que poderão auxiliar na construção de ideias inovadoras que minimizem problemas sociais e criem soluções para melhorar a vida das pessoas. Será necessário também buscar o alinhamento entre os programas de responsabilidade social das empresas instaladas na região e as necessidades dessas comunidades, dentro dos princípios da inclusão produtiva. Também será de grande importância a criação de um programa transversal de gestão de informação e conhecimento com foco no suporte aos gestores na tomada de decisões e disseminação de boas práticas executadas, com a gestão de indicadores nacionais de desempenho da Política de Inclusão Social e Produtiva. Esses são fatores críticos para o sucesso dessa política.

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