Opinião
O AEROPORTO QUE NOS EMANCIPOU
Quando Alagoas separou-se de Pernambuco, no dia 16 de setembro de 1817, alcançar outros pontos do Brasil a partir daqui era uma aventura que podia demandar muitos dias ou meses, quer por via terrestre ou marítima. Isso perdurou até 1928 com a inauguração do que viria a ser chamado Aeroporto Campo dos Palmares ? na verdade começou com o serviço de correios. Nosso antigo aeroporto tinha instalações modestas e comportava apenas seis aeronaves. Permaneceu assim por anos, o que impedia Alagoas de ocupar uma posição mais significativa no que tange ao turismo. Quando assumi o governo, em 1999, decidi que iria trabalhar para construir um novo aeroporto capaz de rivalizar com os que já operavam em outros estados. No dia 16 de setembro de 2005, já no meu segundo mandato, inauguramos o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares com presença, inclusive, do presidente Lula. O governo federal foi fundamental para consecução da obra. Naquela ocasião a imprensa destacou o fato de que, durante o meu discurso, elogiei a determinação da presidência em ajudar na obra, mas critiquei a forma como a União tratava os governos estaduais, principalmente no que se referia às dívidas. Continuo lutando por justiça nessa área, mas o fato é que o aeroporto impressionou e recebeu elogios. A inauguração foi um sucesso. O projeto é do penedense Mario Aloisio, um dos mais destacados arquitetos alagoanos. E, sem sombra de dúvidas, é considerado um dos mais belos aeroportos do Brasil. Tem uma pista de 2601m e terminal de passageiros de 22000m². Sofre hoje com problemas de manutenção ? os fingers (pontes de embarques) estão sem funcionar, porém, a bancada federal, com ajuda do ministro Maurício Quintella, tem lutado para normalizar a situação, em breve estarão operando ?, contudo, mesmo assim, movimentou quase 2 milhões de pessoas no ano passado. O aeroporto e o Centro de Convenções de Maceió, inaugurado também em 2005, são dois equipamentos imprescindíveis para que Alagoas prossiga na sua vocação turística, atraindo gente de todos os lugares. Há uma tendência dos administradores públicos de passarem à posteridade ostentando um cartel de obras. Muitos se perdem no foco e acabam legando coisas inúteis, puramente formais, sem funcionalidade. Procurei fugir desse estigma e acho que os alagoanos se orgulham de poder receber aqui turistas de todos os lugares do mundo graças a duas obras que muitos sonhavam como um sonho distante. No próximo ano é o bicentenário de Alagoas. Vamos estar de portas abertas para os que aqui vierem celebrar conosco essa data memorável. Serão bem recebidos no desembarque e saudados na partida. Isso nos orgulha.