Opinião
UMA MULHER DESAMPARADA DE MARIDO E FILHOS
Neste mês de outubro, o foco está voltado para as mulheres. Muitos já conhecem este mês como o Outubro Rosa, que lembra da importância da mulher buscar amparo em meio ao sofrimento causado pelo temido câncer. Muitas estão nesta batalha e lutam contra sofrimento e dores. Muitas encontram amparo para amenizar suas angústias, porém outras estão um total abandono. Ser abandonado é desagradável e desesperador. Não são poucas as mulheres que, por causa de enfermidades relacionadas ao câncer, estão sofrendo a dor do abandono e do desamparo. O descaso do governo é uma forma de desamparo. Não ter adequado atendimento e leito nos hospitais é estar vivendo abandono. Pior do que isso é sermos ignorados e rejeitados por pessoas próximas: os familiares. Certamente é na família que encontramos consolo em meio às dores e desesperança que acontecem na vida. Porém, quando esta nos falta, a quem recorrer? O Salmista diz: ?Recorram ao Senhor. Eis que é o nosso Ajudador; ele quem sustenta nossa vida? (Sl 54.4). E mais: ?Se meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me acolherá? (Sl 27.10). Então temos um refúgio seguro para não vivermos no abandono e desamparo: no Senhor. A Bíblia Sagrada regista a história emocionante de uma mulher chamada Noemi. Ela morava em Belém de Judá com seu marido Elimeleque e seus dois filhos, Malom e Quiliom, quando resolve ir para uma outra cidade chamada Moabe. Lá, num período de apenas 10 anos, fica desamparada de todos os seus entes queridos, pois os três morrem, vivendo em terra estranha e desamparada, até que ouve falar: ?...que o SENHOR se lembrou do seu povo, dando-lhe pão? (Rt 1.6). Resolve retornar para Belém de Judá, sua cidade natal. Curioso que ao retornar para Belém, já não se sente tão desamparada, pois vai na companhia de sua nora, Rute. Chegando lá, disse para todos os conhecidos moradores: ?Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido? Assim, voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém no princípio da sega da cevada? (Rt 1.20-22). Noemi vivenciou o duro desamparo de não ter seu amado esposo e seus dois filhos mais consigo. Porém, vivenciou que o Senhor jamais a abandonou, mesmo que tenha permitido ser desamparada por seu marido e filhos. Noemi mudou seu nome para Mara. Sim, pois amargo, duro e sofredor é viver sem amparo e sem lar. O tempo passou e o Senhor deu uma nova família para Noemi. Continuou a viver com sua nora, Rute, que construiu um novo lar com Boaz. Nesta nova família constituída, Rute e Boaz, a nova Mara, pôde viver amparada durante o restante dos dias de sua vida. O desamparo de Pai, mãe, filhos e entes queridos pode acontecer repentinamente, tornando a vida sem sabor e desanimadora. Mas Noemi enfrentou e superou esta situação confiando que o Senhor jamais abandona ou desampara. Que nas constituições de novos lares, famílias, possamos ser sábios para integrar aqueles ou aquelas que estão vivendo momentos de desamparo.